sábado, 25 de dezembro de 2010

Tatuagem


Seguro forte esse balão
Pra que ele não encoste no sol.
Prendo minhas idéias em algum lugar,
Mas minha mente devaneia.
E aí vem você,
E puxa o balãozinho
E aí vem você,
E encontra algumas idéias minhas,
espalhadas no meu corpo
e na minha essência.
Algumas idéias estão perpetuadas feito tatuagem,
te acompanham tal como o sol que dia-a-dia tenta e
tenta brilhar no teu rosto.
Tua claridade em vão se amedronta do sol,
porque ele, Apolo, brilha, mesmo no olhar daqueles
que tem a retina e a alma sensível.
O luar te refresca e te delicia, mas é o sol que
irá incendiar tuas idéias e as tuas labaredas contagiarão todos.
Todos e Todas.
Tatuagem que te dá coragem
Tatuagem que te alucina
Cicatriz que repousa no teu braço
Uma vez que soltes o balão, brilharás!

--

"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!" Mário Quintana

Uma princesa em meus sonhos...

"A vida é tão rara... eu finjo ter paciência... até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não pára..."


Não há uma maior viagem que aquela a nós mesmos.


Que tal uma contradança?

Nossas mãos se encaixam

E a dança se faz envolvendo-nos

E a música nos tem nesse momento

Se você é uma princesa eu sou o quê?

Estilo de música e de vidas que são compostas

por bocas insaciáveis mãos enredadas mentes fervilhantes

És poço. És poço pouco revelado por ti mesmo, ainda mais pelo os que a tua volta estão.

Eu poderia me afundar aos poucos no teu poço, mas não irei.

Essa é uma tarefa que pede tempo, coragem e liberdade de ambos poços,

Pois se um deles fechado está,

Pois se um deles tem suas águas turvas

O outro pode nunca mais ou, num infinito finito - mas mesmo assim infinito -

deparar-se com a liberdade e o poder da noite,

que não condiz com a fraqueza e hipocrisia do dia.

Linda e encantadora

“Tu te tornas responsável pelo que cativas”
Príncipes e princesas querem ser amados pelo o que eles e elas são e não pelo o que representam.

Quem disse que a princesa e o plebeu não podem se unir?

A quem interessa a coroa?

Corra o risco, mesmo quando diz que não pode.

Há coisas que estão fora de nosso alcance.

Um sim por exemplo.

Ou não.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

O que comemora-se hoje?
O Natal.
Apenas o Natal?
O que é o Natal?
É comemorar o nascimento de alguém que foi chamado de Jesus.
Mas pra mim o Natal é mais que isso e com certeza Jesus entende.
Pra mim o Natal é comemorar a vinda de um irmão ausente em distância, mas presente sempre na memória.
Pra mim o Natal é comemorar o amor misturado com perdão com sabor de família.
Pra mim o Natal é simples e complexo assim.
Tal qual eu e tal qual todos os meus irmãos e irmãs.
Amigos irmãos
Irmãos amigos

Feliz Natal

E que o Natal tenha um sabor único tal qual o gosto de algo favorito

"O homem é inteligente porque tem irmãos"

domingo, 19 de dezembro de 2010

Atemporal e momentâneo

Mistério com gosto de delírio
Ou seria o contrário?
Mãos e olhos
No mesmo ritmo
Por minutos
Mistério pra você é saber
Como eu me sinto em tuas mãos
Se você é o dono da música nesse momento
É só você que pode me fazer senti-la
Sentir a música
Sentir o céu em minhas mãos
Sentir o chão
Sentir o chão na minha cabeça
E meus pés?
Ahh esses também lutaram pra tocar o céu

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O vestido

“Se tudo é um sonho
Vestido não há
Nem nada”
Drummond


Sou o vestido posto no fogo
Arde em chamas cruéis
Labaredas que não te envolvem mais
E sentado estás com teus 3 tesouros
E eu confusa mais uma vez
Por que me odeias tanto?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Julia

Julia e seu vestido novo
O de flores desbotou
Agora ela quer aquele vestido
Feito sob medida
Pode até ter uma flor que o enfeite
E ela respira o doce das flores
E ela sabe que nasceu pra saber
E o sonho nela cresce e lhe invade
Aii seu perfume é encantador
A cidade pára em frente à dor
A cidade sua um suor que lhe enfeita
A cidade se bronzeia
O sol que não invente de brincar de se esconder
E a noite será maravilhosa!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Colombina não é linear
Colombina é espiral com 2 extremos: Pierrot e Arlequim
O que os une é ela.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Half of my heart


Half of my heart

Metade do meu coração pertence à Colombina
Metade do meu desejo sopra nos ouvidos do Arlequim
Metade dessas metades sobra para o Pierrot

Tua máscara, Colombina, possui tua face,
Mas teus olhos são nada obscuros.
Pierrot tem um compromisso:
Riso sempre contido. Lágrima.
Apenas uma. Suficiente para despertar o riso em Arlequim.

Where do you go when you are lonely?
I will follow you!
Maybe I will get lost in a maze
Maybe I will not know where to look at,
To the red princess
To the involving trickster
To the pure poet

Meu desejo é só meu!
Devolva-me!


Quadro da artista Juliana Castro

domingo, 5 de dezembro de 2010

Hoje eu sou essa Colombina



Hoje eu sou essa Colombina.
A que no espelho tem 3 reflexos
A que tem a boca vermelha e fogo no olhar
A que deita e sonha com um coração aconchegante
A boba que se excede em amar
Amo tanto a Colombina
Adoro tanto o Pierrot
Desejo tanto o Arlequim
Será que eles me gostam assim?

CAFÉ: dívida cruel


Impossível me guardares dentro de uma caixa
Intolerável a supra essência de café que me tenta

Vivemos dentro de caixas
TVs
PCs
Casa
Escola
Trabalho

Esquecemos quem está dentro das caixas:

?

Queremos mais do que o superficial das caixas:

Queremos a essência!
O café!
Esse cheiro forte que me irrita as narinas vezenquando
Pisoteio os grãos prazerosamente
O vapor – O calor do café me acordam mais uma vez.

Ao final conto e me surpreendo com a conta:
20 cafezinhos extra fortes
Dívida cruel

DESENHO de Diego Sá
:)

Never desireless

"Algumas histórias de amor não são romances épicos. São contos. Mas isso não as deixa menos repletas de amor."


I said: - Never desireless

The infinite wind cycle
I’m so tired of playing this game
I almost gave up my mind
But I made it up
(...)

I don’t want to be given to the worms
Before you have my soft skin on yours.
I under your skin

Mãos de jasmim
E delas não largo
estrelas bobas
que desceram do céu
pra ver tuas cores
e cegaram-se
ao beber o cálice mudo
ao sentir o vermelho fogo do
cale-se

Colombina e seus desejos

Push the button for the Desire
Desire in Capital Letter
Not an ordinary one
Not a simple one
I never liked the simple ones…

Desertos nunca param de crescer
A areia os contornam, faz curvas
invade-os
Assim é o desejo
Tal como a areia no deserto
O medo do incerto
De-se-jo
Saliva que descansa e se apressa
a cada sílaba

Colombina que se veste de vermelho
Desejo que investe desde meus delicados pés
à minha doida cabeça.
Carnaval invade
Mas há uns que esperam ser convidados
O Pierrot é o meu bem-me-quer
O Arlequim é o mal-que-me-tenta

domingo, 28 de novembro de 2010

Afterwards

The boat vanished in the distance
I can’t see you anymore
But I can feel you sometimes…
Sometimes you show up in my dreams
With an angry face
With a blessed face
With a glad face
With the mystery beside you
The boat vanished but you still exist in my memory
Specially in my heart
It hurts sometimes
Life and Death hurt sometimes
I think I was there, deep until the end, beside you
Someday I’ll take that trip
But this someday will take a very long time
Ok?
For while, don’t worry if you vanished in distance
Because you still exist in my memory


(To my father)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Trouble sleeping

Be careful what you wish for!!

I believe when you speak
I do believe more in essence than in appearance
I have no clue, but I know
I know the way is high and steep
any way I choose will be the best one

I wish for my trouble sleeping

Versos soltos num dia sem calendário

Os teus olhos vigiando o meu dia
Tua calma que nina minha loucura
De forma serena te instalas aqui
No meu pensamento

E de longe eu não posso te ver
Mas é de longe ou perto que quero te querer

I can’t change the way the time goes by
Time is so abstract,
like what I think I feel.
Time is so untouchable,
like how you are for me.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Black pearls


É tão bom não ser divina...
Posso pedir-te
Não!
Ordenar-te!
A vasculhares
aposentos de mim.

Há leis que governam teu espaço,
mas estas eu desrespeito.
E sentada estou,
a te olhar nos olhos piedosamente,
calorosamente,
com ouvidos atentos...

Estou pronta a pensar como será a cena
A cena das minhas pérolas negras,
Elas serão as protagonistas desse jogo
São minhas companheiras de viagens...
Por que me deixas boquiaberta?
Tão tensa estou, que elas, minhas escravas, agora se espalham pelo chão...
São reflexos de mim
Sou pérolas negras
Cada uma é parte de mim

Tens três caminhos:
Me pisas
Me juntas
Me deixas

I think I already know my way
But yours is deeply inside one of my black pearls
The one which reached the water's edge
The one which is so far.


DESENHO do artista Diego Sá :)

Quem gosta surpreende

Ela diz: - posso te contar uma coisa?
Ele diz: - bah, to exausto de novo, mas diga, minha florzinha
Ela diz: - estou feliz.

Então, quem te surpreende assim?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desejo

“Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.” CAIO


É pecado te perder
Mas também é pecado te ganhar
Por um instante ou por um todo

Te mando meus ventos e sorrisos
E ainda terás o aconchego do vermelho dos meus beijos

gosto
Nenhum outro amor

Eu posso agora ir pra onde eu quiser

Mas nenhum outro
Me dá asas e me leva
Eu vou na valsa
Mas eu tenho pressa

Pés de bailarina
pesam tanto quanto isso tudo
que ainda é nada

A fragilidade se revela
com tanta força
que até minha força se revela
diante de mim mesma

Paz e Tormento à nossa espreita
E Amelie Poulin finge que assobia
finge que vive até que eu grito
e sacudo seus ouvidos
Por medo?

Medo da severidade da Dona Liberdade!

E ela gritava:

"Let the sun shine on your face!"

E ele apenas dizia:

"I wanna more than a Deja vu..."

Simples e composta
complexa e assim

domingo, 7 de novembro de 2010

A Julia quer mais!

Ela simplesmente decidiu, ela não quer mais acordar sem pensar na morte
A morte lhe rodeia
E ela olha para suas mãos quando acorda
E ela lembra do olhar de cão abandonado na rua
Cão que rosna e lhe olha nos olhos
E ela acorda mais uma vez
E suas mãos serão um dia de uma defunta
E ela segue sorridente
Com seu sorriso que cabe num olhar doce
Igual ao das pessoas que sonham em um dia encontrá-la
Linhas das suas mãos se encontram com a de um outro alguém
Agora
Ela canta
Suas mãos dançam mesmo que seu olhar esteja cansado.
Ponto final
Eu disse ponto final
Júlia apaixonou-se novamente
Por um alguém
Por algo
Ambos estavam tão unidos que ela não sabia o que faria
Se ficava ou se ia
Se ia ou se entregava
Dessa vez ela tinha sua seriedade em jogo
Um jogo de advérbios
Um jogo de palavras
Palavras norte-americanas
Um topete Um boné Uma graça
Eu queria saia curta
Eu só tinha um desejo
27 anos de encontro e perdição
Ela abriu seu diário e lá estava desenhada com letra artísticas a palavra
ERRO
Os olhos dele eram que nem duas botijas
E ela o leva embaixo de sua saia que já se encurtava
E dessa vez ela receava que o vento levantasse sua saia
E que eles ilegais fossem descobertos

Standing still...
Don’t stand still...
I stand still every time I see you
I had stood still before I even saw you

Te recepcionei com mil palavras
Me admirasse sem quase duvidar

Teu carisma

Minha loucura

Sim

Já me conhecias
Já sabias que era que sou louca
E hiperativamente cantaste pra mim
Não chore, não não chore mulher
A ti me dedicasse
A ti me dediquei
Não, não chorarei
Mas também não te beijarei
Pois a palavra erro não me deixava em PAZ

E é uma lição severa saber quanto vale na vida a liberdade.

Pássaro vermelho

És pássaro vermelho de amor
Tão impregnante quanto a paixão
E como está não lhe basta sonhos
Tens um céu inteiro, intenso a voar
Pássaro vermelho
Com tuas asas açoita o ar
Por onde passas és vistas
Mesmo em leve estontear
Tua realeza se faz presente
Em casca, sutileza e olhar
Sonhas, voas e vais bem longe
Causas o medo até em passar
Para olhos daqueles
Que nunca hão de te alcançar
Pois és pássaro polido
E só vives onde existe o AMAR!
http://palmira.blog.terra.com.br/files/2008/04/563430624_31b0f3865a_m.jpg

"Há um pecado que não merece perdão: aquele contra a esperança."

Eduardo Galeano

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alice meets her mirror…
Alice who has never found herself in the middle of her gold locks
There… her thoughts could immerse deep down
From there you could listen to her heart beating so fast, like her steps in your direction

In on at

In your dreams
On my heads street
At your door
Before I could even notice, the theory was right.
The observer was observed...

Wearing a red lipstick, a dark red dress
And all of a sudden, somebody got lost...

Courageous is the one who jumps
without regretting what is leaving behind...

Courage and Freedom are twins

New old one

“Sometimes you have to live life one letter at a time”


Minha vida é um ensaio e eu nunca que me apresento...
A paixão por uma invenção
A paixão por um “eu’ teu que não existe,
É minha culpa,
Pois fui eu que criei-te

sábado, 23 de outubro de 2010

"Histórias de amor duram apenas 90 minutos. A vida possui histórias muito mais longas e interessantes."

terça-feira, 19 de outubro de 2010

E é uma lição severa saber quanto vale na vida a liberdade.

Palavras que transcendem seus significados

O fogo me inquieta e me hipnotiza

O mar me acalma mas me amedronta vezenquando

Mas as estrelas

Ahh as estrelas

Desde criança, elas eram tal como anjos pra mim

Anjos os quais me piscavam o olho e diziam

Siga em frente!

A cor-se-rosa também sabe ser quente

É que ela se esconde atrás de suas sutis máscaras

Rosa que vive para o infinito, difere

do vermelho que vive para o momento

Rosa rubra corada

Envergonhada de estar em busca do que mais lhe atrai

Do que lhe hipnotiza e a aquece:

O fogo

A água também

Mas da água a dona rosa tem medo

Receio de afogar-se nessa água e que o Sr. Fogo

Nunca mais nela confie



E é uma lição severa saber quanto vale na vida a liberdade.

sábado, 16 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O silêncio das palavras

silenciei
e nunca
nunca mais
falei
era o silêncio das palavras
que pareciam haver se desencantado
eram os gritos e sussurros dos corpos
que também sabiam agir e amar em silêncio

Soube ser tua brisa
Soube ser tua tormenta
teu vendaval
tua calmaria

agora
sei apenas ser um vento do universo
um vento que acredita
que um dia
a onça comerá a lua

Devorar o outro
Interpretar o outro
Amar o outro
perdoá-lo
e amá-lo novamente
mesmo diante da ingratidão

Só o vento das vaidades
Só o vento das vinganças

Só o vento só
em frente ao espelho
com a boca de vermelho
e com as mãos carregadas
de bem e mal

Bem = Mal

ainda sem título

"Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo."
(Jorge Drexler)



Idade do céu
Silêncio antigo

Calma
é só a fronteira do silêncio

beijo que nunca teve
alma que sempre teve

somos um punhado de mar
água que perdoa

eu do céu te via na terra ornamentando
e embelezando meu olhos de céu

tempo que me cura
tu que me cura
teu amor que me cura

O que o fogo destruiu
A água há de reparar

Tenho marcas das tuas faíscas
Agora tenho sede

Soneto de corpos sem rimas


Jurasse beijar meu corpo sem descanso
Jurasse desatar as amarras em volta do meu pescoço
jurasse me cruzar sem mapa nem bagagem
Me beijasse
Chegasse ao meus segredos
bebesse nos meus rios
me avivasse quando virei fogueira em nós
era minha a língua de lua
era tua a língua de sol
e foi tudo sem descanso
sem rumo
um peregrino
um herói demoníaco
pés
dedos
pernas, tudo meu, todos sem sinais de pare
nem era manhã e já havias chegado aos meus segredos e
aos meus vales escondidos
choro canção e dança
pra te contemplar
tal como num rito antropofágico
em que a calma só viverá
quando a onça comer a lua...

"Juro beijar seu corpo sem descanso"

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mini-ciclo de finalizações!!

Do que eu preciso me libertar?

Pessoas são anjos quando menos esperam

Mesmo com certas mortes
Ao meu redor
Sobrevoavam anjos

Mesmo com a noite
Que é vencida pelo dia lentamente
Sorri

E descobri que é isso que eu amo
Mesmo “vezenquando’ triste amo doar-me
Mesmo para os que só o outono, quase inverno me mostram

Tenho a primavera em mim
E são flores e frutos que quero oferecer
Aos amigos, aos amores, à família...

Aos que me cercam e que de mim se afastam
Todos terão o que em mim é único e útil
A única utilidade que em mim vejo agora

O meu sorriso

(Não apenas uma gargalhada em vão)

domingo, 3 de outubro de 2010

Um pouco da mulher mais linda da cidade


Maria cruzava aquele bosque
João enxergava aquela estrela
Sentia uma luz viva tão poderosa
Mas ao invés de temer
Olhou-a
Tentou tocá-la...
Foi aí que se perdeu
Ela e seus receios formados por cacos de vidro
Ela e seus sorrisos puros mascarados pelos bares
Louca - em meio às suas preciosas loucuras havia sangue
Era o sangue da vida e não da morte
Ela sentia-se viva a cada talho na pele
A dor lhe dizia: “Estás viva!”
O rum vibrava dentro de sua pele
Era o alimento de sua alma
Maria trocou seu nome muitas vezes
João precisava dessas suas variações
Ele as juntava tal como pétalas de uma margarida
E desejava a personificação de uma bela rosa
Uma imaginária
Uma imaginada
Uma que não existe
“Eu sou um pouco” A chamada Cass lhe disse


---

A Cass é intensa. Ou tem o corpo VIVO mesmo que magoando-se e deixando-se ser usada por tantos ou tem a alma VIVA, quando ouve um inesperado e tão esperado “Eu te amo”. Tal vivacidade e morbidez não se bateram de frente, ao contrário, elas se distanciaram, tal como Cass que decidiu afastar-se do homem mais feio da cidade, pois por mais talhos que ela tivesse no corpo, era a sua alma que sangrava e jorrava vida pelos seus poros quando ele por perto estava, e foi então que a morte aproveitou a chance e lhe disse: “És a mais bela, vem!”
E ela morreu, amou, viveu. Exatamente nesta ordem.

Loucura ordinária de Cass e de mim mesma...

Agora sou a Cass
Oras café
Oras rum
Muitas vezes pele
Face quebrada como a garrafa
que enfio propositalmente em mim
Tempo: “tu me dói vezenquando”
Vida: “bebo o poder do teu sangue”
Cass
Anda pelas ruas da cidade
Cruza bosques
Tenta te invadir
Seus seios doces
Mas que só são doces
quando vibram surpresos pra ti...
Quando decidi que te queria
matei-me
matei-te
mas não nos matamos em cada um de nós
olha pras tuas mãos
inala o odor das tuas mãos
é o perfume da vida desejo
e o que pra mim não tem nome
até mesmo porque neste bosque
é indiferente
pois sou tua frase mais preciosa
pois tenho a pérola mais pura

meu corpo ri loucamente
do que minha alma teme

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Goldfish memory


Sofrer me faz eu encontrar comigo mesma...
Chega!
Vá passear devaneio!
Agora prefiro encontrar os vocês, os tus...
Me darão o que que quero
Mesmo que eu não os queira...
E eu mesma, que brinque de esconder
Que conte até 100 que nem criança
que ainda não sabe contar
Enquanto isso os narizes vermelhos
me fazem cócegas
Enquanto isso naturalmente
Acho Tudo Todos Todas
Perco Nada Ninguém Nunca
O rancor botei no fogo
Mas fumaças de rancor eu inalo vezenquando
“Como você me dói vezenquando”

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Cadê a imagem?

“Tu me apareceste, sombrio e tétrico, qual outro Hamlet; tinhas os cabelos revoltos, e o rosto iluminado por uma agitação febril. Vinhas envolto em uma longa capa, e as botas cobertas pela poeira das estradas, atestavam que havias então chegado de alguma jornada... Depois... quando a tormenta passou, tu tinhas desaparecido também... onde foste? Não sabias que teu vulto deixaria em mim uma indelével impressão? (Revocata In: Noturno: Folhas errantes, 1882)




Segredos que escapam pelas vírgulas e pontos que nunca são finais
Reticências que me empurram para uma próxima linha
E choro com o peito aberto e me interrogas
E eu cheia de emoção exclamo
“é que eu preciso dizer tanto”

Estava à janela quando abri as cortinas
A neblina caía lentamente
Gotas d’água desprendiam-se das nuvens ranzinzas
Um trovão gritou
Escutei seu eco
A tempestade vinha em minha direção
tal como aquilo que sentia.
Naquela tarde sombria
Tu vinhas casmurro
Me olhava nos olhos
E tive medo do relâmpago
Desde então não te olhei mais nos olhos
Saí correndo pra dentro de mim.

Ninguém mais me achou
Tinhas olhos para mim
Mas só vias minha boca vermelha
Queria queimar-te a boca
Mas ela se tornava doce ao te tocar
E quase que se desmanchava
E virava mais uma gota de nuvens não ranzinzas
que tentavam passear por aí
acima da tua cabeça pensante...
Como posso ser feliz com pedaços de mim aqui acolá?
Trouxesse a lenha
Acendesse o fogo
Cadê a água para apagar essas chamas insanas?

O juízo final me incendeia.

O que isso quer dizer?

Eu não sei em que hora dizer...
Acho que é por que eu não sei o que dizer...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quais as palavras...?


“Escrever é uma pedra lançada no poço fundo” CL

Alguns sorrisos me excluem
Alguns dos meus sorrisos te excluem
Não é por mal
É que às vezes somos corpos sem pessoas dentro...
Mãos no bolso são que nem tu
Não enfrentam os medos
E se escondem onde é escuro e confortável

Quais as palavras...?

A solidão é egoísta

Verdades dentro de um elevador

Minha primavera te irrita...
Teu inverno me encanta...

Entrou no elevador
Me ofereceu uma maçã
Eu tive medo
Eu senti desejo
O que possuo é tão forte quanto o que eu sinto
Talvez no próximo andar
O medo saia
E se não sair
Lhe empurro
Vá!
Siga seu caminho pelas escadas
Sue
Corra
Aperto o botão de emergência
Só pra chamar a atenção do desejo
Ele estava de óculos pra me ver melhor
Ou pra não me encarar frente a frente?

Deixa que eu seja o céu...

“Coisa da alma a gente não mente
A gente só sente com olhar descrente
Coisas da alma a gente não esconde
A gente não cala o que a boca não fala
Coisas da alma a gente só espera
Fecham-se os olhos e só há doce esmera”
(Juliana Castro)


Antes eu me sentia a dona das palavras
Agora elas simplesmente fogem de mim
Quando simples ou complexo estás a minha frente
As malditas que antes eram benditas brincam
Brincam com a minha língua que trava
Brincam com meus pensamentos que se embatem
Brincam com o meu coração que pára por momentos
É porque as palavras correm de mim
Que corro pros teus braços e abraços
Que pinto minha boca de vermelho
Pra te queimar com o que eu sinto
Pra acordar o que sentes
Os beijos e abraços e sussurros
neste momento dizem mais

Palavras de Júlia


"Naquele momento e hoje tive certeza que o vento é homem. Estava com meu vestido xadrez vermelho e preto. Parei na esquina pra olhar o relógio, pois dependendo da hora seguiria um ou outro caminho. Sem avisar o senti – o vento - percorrendo desde a ponta dos meus pés até o meu umbigo - e era assim que eu queria você Casmurro
É assim que quero você.
Mais uma vez quero tocar-te.
E você Casmurro?
És homem. Mas és vento entre minhas águas e chamas?"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Qual árvore...



Texto inspirado num conto da obra "Contos de contemplação" de Sandro Martins Costa Mendes
Desenho de Wagner Passos


Tal qual uma árvore numa peça de teatro.
É assim que me sinto.
- A que horas vais dormir?
A menina pergunta ao seu amigo.
- Não sei, porque te sigo e apenas repousarei, nunca mais dormirei.
O menino respondeu.
Ela nem ficou abalada no momento...
Ela nunca ficava...
Mas a noite caía
E ela lembrava do que lhe costumavam falar.
E aí ela sentia
E aí o que estava reprimido lhe fazia chorar soluçando
E rir gargalhando
Era intensa enquanto o menino se dispersava e saía à caça
Naquela floresta que tinha mais macieiras
Do que no quintal de minha avó.
Teve um dia que eu me perdi...
E o meu amigo tinha uma cesta cheia de maçãs
Que quase apodreceram assim como seu sorriso que amareleceu
Esperando pela minha fome, pelos meus passos e principalmente,
Pelo meu sorriso...
O menino nem saía à caça, mas sim à procura de si mesmo
E os dois quando se encontravam tinham aquele olhar característico
De duas crianças apaixonadas
Apaixonadas pela vida
Com um olhar curioso... com um olhar inocente
Com sonhos que não são males, mas desejos
Porque desejos nascem com a gente
E se não se desenvolvem em um meio
Vêm nos genes
- Vêm de família!
Como os avós dessas crianças diziam,
Antes deles terem se perdido...

O POÇO


I feel so free tonight
Minha vontade é de me jogar num poço
Ir até o fundo
Me afundar
No meu próprio poço...
Me enxergar através de meus olhos
Eu num espelho de mim mesma
Me jogo Me afundo Sofro
E de lá,
uma rosa felizmente infeliz
Ria de mim enquanto eu chorava
E agora já elevei-me acima do poço
E parto atrás de outro poço
O teu

Durma medo seu

“Às vezes a coragem é como quando a nova lua”


Tens medo de mim

Escreverei teus medos em mim

Aproveite e saborei o próprio medo

Na minha boca há medo também
Um medo rosado
Um medo avermelhado
Que se o tocares
Te contagiarás
Minha saliva palpita como um coração assustado
Tudo o que sentia estava preso em um olhar
Olhar que pra mim era como um quadro
Uma arte moderna a qual eu contemplava confusa
Segredos que se revelavam por si só
Desejos respondidos
Mas faltou a conclusão

Tens medo de mim porque em nós o juízo
Transcende
E voa
Mas alguém puxa esse balão
E traz nossos pés ao chão
Mas nossos olhos
Ah... nossos olhos
Vêem apenas o mar
E todos elementos que por ele são enamorados...
Tal como a lua vazia que chora
Tal como o sol que debocha

Tens medo de te perder e de não te achares mais
Eu serei teu labirinto e em mim te perderás
E eu te acharei
Em meio aos meus pensamentos
Em meio ao meu corpo
Me dando as mãos
Correndo de mim
Correndo em mim
Correndo para mim
Com um sorriso no olhar
Com um olhar faiscando em mim

Mel e seu infinito desejo...

sábado, 11 de setembro de 2010

Pra que é que serve uma canção?

Ela pode rodopiar e mudar de figura
E tu, enfrente o mar
Ame tanto e acredite



Olhar que pestaneja
Pernas que se enroscam
Olhares que se encontram

Assim tão linda
Nem parece que existe

Um sorriso de lua, um risco, passos
A vida afora
Agora

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Diálogo entre a lua e a loba

Lua:

Loba tu sentes quando eu te olho? é por isso que para mim uivas?
Loba reparte comigo a tua tensão. agora, agora que cheia me encontro...
vento e luar pra te encantar

Loba:

Vês... o que é isso que eu sinto e escondo
Será que o tempo brinca comigo ou és tu lua tão mutável que me muda simultaneamente
Porque parece sempre que estou tão a frente de meu tempo?
Parece que o tempo corre e eu apenas passo por ele
Vês? Lua o que será que me escondes
O que será que refletes de mim agora?
Será que o teu ciclo interfere no meu?
será que cilos se fecharam novamente?
Porque agora tenho medo?
Porque agora não corro
eu costumava correr mais
me responda lua
porque brincas com minha presença?
Agora somos eu e tu
Amiga
Apenas nós duas novamente como sempre

Lua:

Nós duas juntas... um sinal, um uivo certo e um segredo que ao final te descobre... eu a Lua te tenho vezenquando à noite, quando refletes e lembras do que a madrugada pode te trazer... eu sou a madrugada, eu te busco e pelas estrelas percorres, sentes o vento no teu pêlo, sentes meu hálito desejoso de ti, loba negra que me deixa tensa e distraída da sorte.
os teus medos eu escondo em minhas crateras, as tuas alegrias eu incorporo para assim iluminar a todos que me veneram... teus sonhos... ahh estes eu quero transformá-los se necessário em meus, porque assim serei tua, loba negra minha

Loba:

Para te encontrar me jogo na noite
na noite funda da alma
sei que estarás lá
esperando por mim
para me iluminar e me trazer de volta
quando tudo parecer perdido.
me encontrar
quando me perco
e me ensina a me amar quando tudo de todos desconheço
eu não sei loba
eu não sei lua
eu não amo
amor
talvez eu apenas sinta demais
eu preciso sentir mais

Lua:

e o que me resta? eu conto as horas querendo saber o fim de uma história que não tem caminhos ao fim... mas apenas o próprio caminho... a luz é o meu objetivo final, mas é o amor que está a me esperar aqui dentro de minhas crateras, é este que me importa e me divide pra ti agora e sempre...
o que dirão da lua que abandonará o universo pela loba? tu tens a chave dos meus segredos e sentimentos agora e sempre, mas se abandono os elementos do universo, abandono os outros
tu loba és parte deste universo
como posso te ter e te abandonar simultaneamente?
tudo o que eu preciso está nos teus uivos

Loba:

Mas lua
o que dirá o sol?
os planetas e as estrelas?
o dirão os outros animais?
lua.. não posso te ter assim só minha
tens a mim todas as noites
tens meus uivos e sentimentos
tens minhas alegrias e tristezas, mas tens mais
tens de fato o meu amor
e por amor te deixo todas as manhãs
para crescermos juntas e não nos firmarmos em nós mesmas estacionando em nossa presença
eu te quero todas as noites, percebo isso agora
preciso disso todas as noites
para durante o dia seguir meu rumo
seguir meu totem e fazer o que os lobos fazem
zelar
por todos os animais
não percebes lua
que se me tivesse e eu te tivesse
por um todo
todas as manhãs
abandonaríamos o que somos
e deixaríamos assim de ser
o que mais nos encanta um no outro?
nossa natureza
dual
e amável


Lua:

amável é a palavra que define nosso amor. tão redundante parecer ser um amor amável... mas não é tão simples assim...
meu tempo no universo é o tempo que tens pra que eu me perca por ti loba
tu és uma loba milenar
lembro de ti desde que eras um filhote
e te amava como quem ama sua cria
lembro de ti jovem e vivaz
e te amava como quem ama a cor vermelha
lembro de ti agora assim indo a caminho da maturidade
maturidade que me acompanha mas que faz eu me perder tb
pois também sinto o amor
mesmo sendo A lua
a vida é o melhor lugar pra nós
nós duas juntas
seria uma vida só nossa
mas e os outros?
deixa eu me perder?
ai não posso
mas quero

Loba:

Vês lua o sol chega desavisado
e a noite se vai aos poucos
leve contigo meu amor doce lua
amanhã estaremos juntas novamente
quando não se sabe o que fazer ficasse parado
escute meu pranto, meus passos, meus cantos
Me espere
Não tomemos decisões precipitadas
Mas vamos juntas todas as noites
Retomar nossas estradas
Ao nascer do dia

(texto meu e de Juliana Castro)

domingo, 5 de setembro de 2010

Meu corpo

Meu corpo é onde meu eu dissolve-se
Meu corpo é pulverização perpétua...
Corpo vivo
Corpo morto
Fortaleza e Fraqueza são partes do meu corpo
Meu corpo que é ultra sensível quando tem sua libido
atacada
Mas como o ataque pode ser tão desejado
Mas como o ataque não pôde ser refreado a tempo?
Agora minhas águas que navegariam teu oceano
Estão paradas
Não é tua culpa
A culpa é do meu corpo
Sensível ao toque ao cheiro ao desejo
Tão sensível que faz a xícara de café
Quebrar-se
E o café forte e doce
Espalha-se pelo teu corpo e pelo teu eu

sábado, 4 de setembro de 2010

Precioso toque

Já te falei que te sinto sem te tocar?
Respiro caminho abraço
Digo que só quero aproveitar
Cuidado meu bem,
Já te disse que eu sou café?
Aqueles cafés fortes...
que dão dor de cabeça,
quando esquece de tomá-los...
Te vicias em mim.
Sem meu sabor
A dor de cabeça, ou melhor...
A enxaqueca te absorve
Absorve cada gotícula
de tua saliva sedenta
do gosto meu.
E seco estás por mim
Tua alma pede uma chuva, ou melhor
Uma tempestade de minhas pessoas
Pra te molhar e depois eu te enxáguo
Te quero
E te quero bem
Desejo e medo
Corpo e alma

“Se eu perder esse trem que sai agora às 11 horas... só amanhã de manhã...”

Pra quê e por quê perder o que não tenho?
Quando e onde o amanhã terá o seu lugar?

Quero agora

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

The edge of desire

“Gosto de parar em cada esquina devagar... até você me encontrar” (Paulinho Moska)


Em cada esquina cores vivas pedem moradia
Em cada esquina o vento não me leva,
Pois ele me vê, mas não me enxerga...

A cada passo meus rastros se escondem
A cada passo te perdes de mim,
pois olhas pra lua, logo não me enxergas...

Nos teus sonhos meu olhar se afoga no teu
Nos meus sonhos nós nos queremos tanto,
Pois.. pois sei lá...

Apenas queremos
Há penas nessas águas claras
Que desviam a minha atenção
Mas agora me vês e me enxergas
Me enxergas tão bem que receio,
quando sigo e não olho pra trás...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Santa Moça


Moça, vou te guardar em mim
Tal como o medo que tenho de ti
Tal como a indiferença que por mim tens
Te vi na capa da revista
Batom vermelho
Cabelos longos que envolveram as páginas de minha vida
Pelo menos naquele momento
Boca coração
O vermelho cor de sangue
Fazia as beatas mais do que baterem papo: fofocarem
Mas tu moça, um dia, seria por mim beatificada
Aqueles moços e moças que bateram em tua face
Machucaram ainda mais teu coração
Mas sou tua devota
Santa Moça
Todo ser seria abençoado
Se teu sorriso recebesse
o bê-a-bá da minha vida seria aprender
a fazer caretas
tu me ensinarias
e assim viveria em folia
e os hipócritas, eles que busquem quem verdadeiramente são
que batam nas suas próprias portas
enquanto a batucada
não pára
enquanto nossos corações se expressam através das palavras e através das imagens
A moça que se transpõe em palavras
As palavras que se transpõem em algo
Em quê?



Desenho de ALISSON AFFONSO

“Que seja doce”

Vi um dragão no espelho
Quando me acordei
Olhei
Parei
Medrei
Ele lá estava ao meu lado esquerdo
Queria conversar com o meu coração
Tic
Tac
Tic tac
Acabava de acordar e sentia aquele hálito
De hortelã e de alecrim... que não vinha de mim
Amor
Deus
Dragões
Esperei tanto tempo por eles, já estive tão mais bela
Já estive tão mais preparada para o avesso e o inesperado
Doce
Que seja
doce
Mas ele só me viu mais amarga, mas ele já era tão amargo
E ele recuoou... pegou o elevador e desceu... não olhou pra trás
Invisível
Inviolável
Incompreensível
Me fez o coração disparar, mãos umedecerem, pupilas dilatarem
Não soube aproveitar a espera e quando ele chegou ele nem me olhou

Ele nem me sentiu apenas não sentiu ele que é o ser do avesso
Ele viu a casa arrumada, mas meu ser no espelho se desfolhava
E caía junto com as folhas e flores da primavera
E de tão comum que essa cena era
Que não lhe chamou a atenção
E o dragão não me quis
Os dragões são raros
Dessa vez quero que seja doce...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nunca durma com a luz acesa

Pessoas menos insanas têm pesadelos na escuridão
As outras vêem ou ouvem ou sentem os outros quando há luz
Quando dormem na luz
Um facho de luz que se mistura com a densidade do que sinto e ouço
Meu ouvido acorda-se úmido ouvindo o meu nome que tal como em um eco
Parece ter sido repetido...
Mas não foi
Era meu nome dito de uma só vez, mas intensamente e tal como um grito
Meio que me acordou
Nem sei se acordei se dormi onde estava
Mas senti e a sensação ninguém me rouba
Era uma voz feminina
Mas quando acordei já tinha a sensação que era uma voz masculina
Pois é
Tomara que tenha sido um anjo
Anjos não tem sexo
Aí tanto faz o tipo de voz que atacou meu ouvido entrou em minha mente e me fez dormir demais.

E ainda não escrevi...
E o alarme me acordou agora de verdade...

Mais uma vez sonhamos sobre a mesma pessoa na mesma noite

...

sábado, 21 de agosto de 2010

O desejo que ataca o medo

Julia decide viver
Casmurro decide viver
E há uma parte dela que nele vive
E por isso agora ele é feliz,
Pois o que dentro dele há é a chamada felicidade
Que para eles é a paixão amor

Fugir
Pegar um metrô
Olhar a paisagem
Comer um sanduíche
Dançar
Beber o que antes era tão simples e fora do alcance
Dormir
Acordar
E
Ver o nascer do sol

Tudo começou quando eu cheguei
Louca e quase morta naquele hospital
Eu havia tentado suicídio
Eu fui testada e minha fé
Consciência da vida
Foi o que me fez viver
E correr atrás de ti
Vivendo cada momento como um milagre

Eu escutei uma vez alguém que eu amava gritar:
“Eu não quero morrer”
Mas eu nada pude fazer
Já tinha visto os olhos – o olhar – esmorecer
A luz havia sumido
E eu não consegui dizer o que eu queria

Casmurro:

Se te dissessem agora que terias semanas, dias sem prazo para viver...
O que farias?

....

Som de piano

....

“In order to lose someone you must first experience authentic attachment”

domingo, 15 de agosto de 2010

Que se danem os tons pastéis

...

O POÇO

Eu me enlouqueci demais
Precisei
E
Quis
Ir até o fundo
O fundo do poço que comigo gritou
O fundo do poço que me fez chorar
Espernear
Caminhar cega pelas ruas
Olhando pra cima
E vendo apenas o céu escuro
Nenhum Deus
Nem mesmo os anjos me vieram ao encontro
Deviam estar envergonhados
Deviam estar abismados
Com o eu monstro que havia nascido e crescido em mim
Na verdade já tinha nascido há tempos
Só estava aqui guardado
Hibernando
Mas agora eu mandei, ordenei esse eu monstro
a ir pra cama
cantei uma canção de ninar para assim vê-lo sorrir
ele sorriu sem graça
aquele sorriso sabes?
Que os lábios se puxam para um canto da boca
Boca minha que continua vermelha
Pois um dos meus eus ainda tem o Diabo no coração
Mas – ainda bem - há um anjo bom ao lado de minha alma.

NÓS SOMOS DEUSES

Nós somos deuses
Temos poderes íntimos
Que nos intimam
Cada vez que a tragédia
Por mais cômica que seja
Nos bata a porta.
Te coloco numa ilha deserta
Tal como um boneco
Te jogo em meio aos leões
Duas situações em que farias o quê?
Lutarias
Lutarias
E encontrarias a ti mesmo
Só tu podes ajudar-te
Eu só te empurro
Eu sou apenas a esperança
E tu vais amadurecendo
Quantas vezes nesse nosso tempo concreto
tu páras?
Pois é
Não te conheces
Por isso amedronta-te
E reages com raiva
Cada vez que com a minha calma
Resolvo os problemas que não são meus
Pois acho
Apenas acho
Que agora conheço-me
Quero agora conhecer-te
Pra descobrir que estou errada
E que de mim mais ou menos sei
....
"É preciso continuar respirando, porque a maré pode trazer algo."

"um navio pode aparecer, um outro amor pode surgir."

"Mas quando voltou, mesmo percebendo que não possuía mais as coisas - os sonhos e os amores - que havia deixado pra trás, mesmo triste ele já sabia o que fazer: -Eu tenho que continuar respirando, porque amanhã o sol nascerá. E quem sabe o que a maré poderá trazer?"

"as objeções de outrem que arrancam de mim pensamentos que eu não sabia possuir, de tal modo que, se lhe empresto pensamentos, em troca ele me faz pensar."

SONHO

Mistura de luto e mito da perda do paraíso
Meu pai meu herói
Mas já não sou criança
Ele é o meu outro
Ele é a minha espera
A minha esperança
O olhar que me segue
Mas nunca me persegueria
E tu pai me aparece em sonhos
Até os sonhos de minha mãe invades
Querendo me levar.
A cada momento
Que em luto choro e choro
Não só por tua causa
Mas porque me despontam
Ou desaponto-me comigo
Tu tentas me levar.
Lá estava eu
Num quarto de hospital
Tudo branco
Lá estava eu
Numa floresta
Tudo verde
Lá estava eu
Num vagão para o céu
Tudo azul
Nos três momentos me deixasse escolher
E escolhi ficar
Titubeei
Mas fiquei
E fico
E vivo
Mesmo quando não mais quero.

Amo-te

Até

IRONIA

Hoje eu preciso do silêncio,
mas ele está me incomodando.
Hoje eu preciso das palavras,
porém elas fugiram pra trás do arco-íris
lá elas sentem-se mais belas e úteis
aqui elas nubladas, se apagando,
lá elas juntariam-se às cores
principalmente
ao verde e ao vermelho
cores minhas..
Então de mim elas fogem
Mas lá só o que lembram é das minhas cores

DISTRAÍDA

Detalhes que distraída observo
E nunca esqueço quando deles preciso
Detalhes de um amor pelo qual tu prezas
Detalhes de uma mágoa que posso causar-te
Detalhes de uma amizade que posso desencantar
Detalhes que esqueceste ou sequer nunca notaste
E por isso calada fico
Minha mente não se cala
Mas meu olhar e minha boca sim
Porque meus detalhes não respeitaste

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bang your head
!Viva la vida!

Tu na janela...

É por isso que da minha janela não olho o mundo tal como fazes
Prefiro te olhar
Tu és meu mundo
Tu te perguntas
Por que este está em desordem?
Eu olho
O modo como mexes no cabelo
O modo que me olhas
Profundamente
E
Veemente
E me olho no espelho do meu quarto
E me pergunto
Quem sou eu?

Poema que brinca comigo...

corpo preso pela cor negra
Na senzala, atados, todos gritavam:
Liberdade!!
...

Já conheço Linda há um bom tempo que não é tão bom, mas que se estende tal como tuas boas ações e divagações...Linda era realmente linda.
Seus olhos donos de uma cegueira branca.

Linda era realmente linda.
Seus olhos donos de uma cegueira branca.
Seu corpo preso pela cor negra
Na senzala, atados, todos gritavam:
Liberdade!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


Estou lá
Com as mãos ensurdecidas e geladas
Minhas mãos tocam a lua
Mas continuo lá
Em meio ao fogo
E o que se dá?

“Há rancores que são uma virtude, nobilitam o homem em vez de degradá-lo.” Revocata

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Amigos nascem da alma e desaguam tal como ondas em meu coração

amigos nascem da alma
essa alma procriadora
irresponsável
que segue parindo
seres únicos
que infantis
me fazem rir
que adolescentes
me fazem esperar
e desesperar
por algo alguém
que adultos
fingem ser crianças
e me fazem rir novamente
fingem ser teens
e me mostram que errar
é humano
mesmo que o erro seja desumano
me amparas e me felicitas quando estou
A zero por hora
ou
A mil por hora
tenho:
a busca por consolação
a certeza da diversão
sempre no teu coração

tu que és amiga
eu que aprendo a arte do desapego

eu que feliz me sinto ao te ver feliz mesmo que queiras partir
eu que quando infeliz sorrio pra não te deixar triste
e remo remo se necessário
para atravessar o rio de lágrimas felizes, esperançosas
pra te ver e dizer
Te amo

um amor de amizade é o que nunca se finda
é tal como a onda

It couldn't be anybody...

Como posso te ver tão bem?
vejo através de ti...
és belo...
um galante
um galanteador natural...
tu não és o mesmo
cada vez que te olho
és meu deleite.
saber que ainda és o meu querer
me faz te querer
como a Lua ao Sol
e ela está cheia...
Julia é a menina
pequenina
um anjo
que ao brincar com suas bonecas
me sorriu
e disse que Joana
era o nome de seu primeiro fantasma
que ficava ao lado de sua piscina
Mas essa menina não se entregou ao medo!
Ela sorri e cresce a cada sorriso e a cada nova palavra
que aprende e desaprende.
e eu lembro da esperança
e lembro que não esqueci do galanteador
o belo através dos meus olhos
o belo que rouba meu coração
o leva pra longe
retorna
vejo nele o que outros não vêem
sgnificados de afeição
eu sei
eu sinto
eu quero
e cheguei a achar que não mais te queria
And now, I love you more...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tão vulnerável
Pouco perigosa
Tudo que não é suficiente
Nada que é o óbvio

Perigosa e Vulnerável

Tocando almas por aí
Perigosa e Vulnerável
Apenas a dose que te cabe
Apenas o amor que mereces
E não mereces
E tudo se contradiz
Quando lá em cima
Somos marionetes coerentes
Mas incoesas entre eus e o mundo

True colors

E ele corre contra o tempo que é de vidro
E nele se bate e seu coração se embate
Suas idéias viram cacos e eu
Apenas eu
Vejo as cores reais
Cores que fogem do arco íris
Arco íris desbotado
Cores que fogem pro teu eu
Porque eu vejo através de você
Cores reais...
Ideais...
Quebram-se e remendam-se constantemente

quarta-feira, 14 de julho de 2010

LIBERDADE

"sais pela janela, dissolves-te no ar"
(Carlos Drummond de Andrade)

Eu posso me auto-escrever
Mas eu não quero fugir de mim
Você pode me retratar
Mas não pode me emoldurar
Mesmo que um pássaro tu desenhes
A liberdade dele ao céu pertence
Ele acha que é livre
Mas o azul do raiar
Mas o azul estrelar
Lhe contém...
Tal como a uma taça de vinho
Me bebes
E te embebedas de mim
E queres mais
E quero em ti estar
Em cada parte
E em cada detalhe
Me espalhar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Carezza

As pedras que me fizeram tropeçar
Chovem agora sobre mim
Anáhata protege-se em seu
Em meu templo
E nela me refugio
A cada vez que chovem pedras
Nama-rupa,
Meu nome e minha forma
um dia se tornarão história,
mas não essência,
esta eu guardo e levarei comigo.
Meu estado de consciência
Confunde-se com a insanidade
na visão alheia.
O frio de minha alma rebelou-se
Olhou para bhástrika e vermelho
era o fogo em meu olhar
Gengibre em meus lábios
acordaram o meu coração
era Shiva
ser sem estar
a força de egrégora gerou-me
gerou-nos uma criança
chamada descontentamento
ela cresceu
procurou seu irmão perdido
e voltou a sorrir
Deixe a árvore da vida em ti florescer
Nunca esqueça que a chuva também lhe traz vida
Reze para que pedras em teu caminho apareçam
Para que não te percas em caminhos brilhantes,
embora tortuosos
sou a maçã lá no alto
onde cairei desta vez?

domingo, 27 de junho de 2010

Butterflies

“Pessoas diferentes fazem-me pronunciar palavras diferentes.” As ondas(Virginia Woolf)


Busco algo que se metamorfoseia
Eus e sonhos e planos e pessoas
Tal como larvas
E quando viram borboletas
Mato-as
Eu só existo quando alguém ou algo
Me desperta para a vida
E as borboleta voam em direção à luz

Quando as rosas batem à porta


Cada vez que as portas se abrem vejo cores
Portas escancaradas se deixaram ser assaltadas
Por elas entraram pessoas malditas e insanas
Portas trancafiadas se deixaram ser burladas
Por elas pé por pé entraram enganos e malícia
Portas abertas por São Pedro num dia de chuva:
Ele deixou-me entrar, pois tinha em mim:
A natureza viva
Meus olhos cor de fogo
Minha mente em ondas
Minha boca tal como uma rosa cor-de-rosa
E dela a esperança e a busca pelo que me é certo
desabrochava
Mas esse desabrochar espera cada pétala acordar...
As portas se abrem
As pétalas caem
O tempo passando e eu nem quero senti-lo
Por favor

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dela Retrato


Este poema te representa na história
Tens a garganta presa, mas não chores...
Tens lágrimas que sonham enroladas
E umas as outras se encadeiam até
Teu mini super coração




Não quero tomar chá com Alice
O café é que abre minhas pupilas
Abro as janelas
Respiro o amor que se colore
E tal como ondas invade minhas narinas
Bom dia realidade solitária
Boa tarde sonhos meus
Boa noite alucinações
Cor
Traço
Linha e Gesto
Nós nos beijamos no espelho
Cada vez mais consciente
Cada vez mais presente em si mesma
Olhou-se
Disse boa noite
Sentiu o gosto de seu reflexo
Em si adormeceu
Com as mãos cravadas em pedras pré-históricas
E coitada
Acorda lúcida neste mundo
Logo enlouquece
Quem te disse que eu amo ninguém?
Eu amo um certo alguém
Uma certa criatura que me faz delirar
Uma certa criatura que me faz duvidar
Me faz coçar o queixo e te amaldiçoar
com meu anel de pedra brilhante
Meu reflexo é vermelho
Meu perfil respira amor
Meu amor exala chamas de meu ser
Minhas lágrimas se revoltam
E voltam de seu mundo peroladas
Ao encontro de meu pescoço que exala
O perfume doce de meu ser
Mas que também transpira
O doce sangue que te aguça as presas
Assim afias as tuas garras e as encolhe
Mas nunca me terás
Acho que não
O encontro do eu com o espelho
É como uma linha tênue que se quebra
Mas que também tem a força de uma corda
E assim é o meu ser
Respira amor
Ama ninguém
Ama a si mesmo
E nunca se encontra
Só intensamente
Só enlouquecidamente
Só lucidamente

Personas are all over...

Personas are all over...
Some personas are unforgettable...
Pessoas inesquecíveis são aquelas
As que dialogam entre si
As que se contam e recontam seus sonhos
Por que não vejo o amor?
Por que o amor não tem cor?
O vidro embaça, logo respiro
A lua é branca, logo não tem amor

segunda-feira, 21 de junho de 2010

The only exception

“Mas eu não tenho medo nem do calor do Sol nem do gelo do
Inverno.” As ondas (p. 12)

Desculpa-me
Mas não pedi licença
Sou assim mesmo...
Meus olhos
Que viam outros mundos
Minhas mãos que esperam
A veludez do bem querer
Minha boca
Com palavras abençoadas...
Não posso, mas imagino
Um dia o eclipse se dá
E ao final
Quem possuía a cegueira branca
Verá reticências
E as os dias serão mais belos
E as noites serão mais quentes
E os olhares mais sorridentes
E a boca já não tão falsa
Consigo mesma.
Amor inflamável
Nesse mundo pequeno
Um milagre
No reino divino e temeroso...

domingo, 20 de junho de 2010

segundos de singularidade...

“- Vamos pular?
- Ah, não sei. E se machucar?
- Que nada. É muito bom, você vai ver.”

Pode o ontem vestir-se de amanhã?
Pode a noite sentir o calor humano do Sol?
Pode o dia entristecer-se com a frieza da Lua?
Posso eu carregar meu próprio reflexo nas mãos?
Eu sei
Sei que quero movimento
Das nuvens sobre nossas mentes
Das bocas que salivam ao sentir-me
Do sol no meu estômago
Dos olhos que reviram ao ver-me
“A minha casa onde está o meu coração...
onde estou a minha casa está...”
Queremos também o ritmo estático
Tal qual quando braços enredam-se
E perdem-se na intensidade de um momento
Singular e de segundos. . .

Supernova mais uma vez...

O fogo consome meu sono
As estrelas novas me enviam a sábia estrela:
Supernova
E Supernova perambula pela casa
Invade meu quarto
Foge pela chaminé
Explode no teto da minha mente
E lá no céu
Constelações e
Astros me espiam...
És singular em minha vida
És tão singular
Que mesmo que morras
Em mim serás sempre a Supernova.
Aquela que nas noites longas e pálidas
Carrega-me para as constelações.
E astros seguram espelhos,
para enfim eu me enxergar.
Não me reconheço.
Inatingível.
Só reconheço a ti.
Ilusão é o que vive
Na mente de cada estrela singular...
E o fogo me consumiu
Renovei-me
Sou outra
O passado queimado que voou para o céu.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Poesia de cego pra se distrair...

Queres

Olhos negros
Olhos negros

Porque os verdes pertencem à cobra
Porque os verdes furtam a maçã

Retratas

meus desejos vermelhos e negros
teus caminhos que param nas esquinas

Falas

De você e de seu vinho
De nós e das tuas dúvidas

Tens

Os meus encantos numa dança
O meu amor que não alcanças

Olhos negros
Olhos negros

"Eu quero ver você...
ser o seu maior brinquedo...
Te satisfazer
Olhos negros Olhos negros"
I want somebody brighter than the sunshine
And if it rains tomorrow I'll follow the sun
She's a sattelite with no promises
With no time to reach me

Sou uma cobaia de Deus
Deus maquiavelicamente
Deu-me uma garrafa
Doou-me um sorriso
Emprestou-me lágrimas
Roubou-me a vergonha
Apiedou-se dos outros
E levou-me a vida

Eu parto
Eu chego
Eu despeço
Eu te peço
Vai
Porque
Se vieres
...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Lost dose

There were coins everywhere
My beauty was fixed
But the price was my peace
Stolen by a taxi driver,
who ran away to nowhere
All of sudden, I showed up there...
Facing the mirror is a struggle now
So, Morpheus took me away
In fact, I was taken by an Overdose...
Hypnos made me see through the window
And I saw her...
A lady
Old hair style
Smiling and calling me
I thought I was living the present
No!! There is a picture of her
on my friend's locket necklace!!
So... She is Thanatos's daughter now
She gave me a key
I was not that scared...
That house was a lonely mansion
What was that colour?
It really seemed to be salmon
I walked silently to its direction
Almost lost
It was so near me and I could not see
"Walk on the stairs" She said
When I got in the mansion
A rare and dusty book
Which I could not touch
Because the lady
And her old hairstyle and her smile as well
Made me pounce that key
She trusted on me... But
Her possessive face showed fear
My face was transported to that celebration
What happened?
Where am I?
Who are those people?
I do not know where I was
I've just woken up

domingo, 13 de junho de 2010

Happiness

I got the Devil in my heart
Oh don’t touch me!
Surprise me
Now
It can be something from heaven
Brought by a fallen angel
It can be a smile
It can be your hands
You have all the night long
To decipher me
But don’t forget it:
I got the Devil in my heart
When I wake up there will be some possibilities
Some sensations
And you,
The happiness as a human being
Don’t ask me to be patient
And to be reasonable
Remember?
I’m the wild one…
Stop thinking…
If you think too much
They are gonna take your decisions away
But, you have no decisions…
So, just come out and play
So, just live and use your heart
But for that, you have to hide yourself
In the bedroom
In the darkness

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Anna e o Tritão


O amor se faz na água
Ao fundo
Ao longe
Do outro lado do rio

A sereia enfeitiça
O tritão rema rema rema...
Desde a origem do mundo
A luz era ela

Ele muito sério
Responde se confunde descrê crê
A voz que chama
Ele achou que fosse um suspiro

O amor se faz num sorriso
e cresce
Transforma-se numa gargalhada séria
Eu não quero partir agora

Ela tem o Diabo no coração
Ele vem com o tridente e a atiça
Ela o queima com sua língua de cobra
Ele olhar perdido pensa na sua nota

O amor pintado em aquarela e lápis de cor
Há marcas pelo corpo
O vaivém das ondas
Olho em volta...

Briga de criança...
me deixa ver teu sorriso
Venha brincar

Pique-esconde
Eu te escondo
Abres teus olhos
Tu me achas
Eu me perco

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A crazy song

A silly song
with wrong words
but with the right names
could make some sense,
but just in my world
and just in my dreams.
Will it be an end or just the beginning?
With all other dreamers
They seem to be (so)silly
But who wouldn't like to be like them?
.........................................

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Vênus e a Lua

Estrela minha... ou Vênus do olhar estridente?
A perfeição daquele amor estava na pureza
Estava na loucura de não te tocar, mas de te sentir
Estava na tua aparição onírica.
E eu sem entender nas escadas...
Submersa num sonho que não poderia ser real...
Estado: Nem feliz e nem triste...
Mas saudosista daquele olhar que entrava na minha alma
e me fazia a mais feliz e a mais confusa...
Degraus que me levaram ao céu e ao inferno...
mas agora estou no limbo...
Que o Deus Ex-Machina salve-me!

Saudades

quarta-feira, 26 de maio de 2010

"Eu sei que eu nasci pra saber... um belo dia vou lhe telefonar... agora só falta você..."

"MenininhA sai do portão"
Lá vem o circo assim como o medo
Já te falei tantas vezes: "Não!"
Aqui está o palhaço, mas ainda é cedo...

O leão está à espreita no meu chão.
Eu vi o raio x da sua alma. Engano ledo...
Pérolas cristalizaram-se na minha face. E então?
Então adormece no teu leito que aqui me quedo...

O relógios se repetem
Os ponteiros chegam e partem
Encontros e despedidas
Esta é a vida
É a vida...

Um belo dia meu alarme vai despertar
Meu medo é que não vais me enxergar...
Então errada estava e o vício perdurará...

Pularei de rima em rima
Enfeitarei sorrisos com vermelho
É uma pena...
Mas eles não valeram a pena...

Mas não me arrependo de ter saído na janela
Entretanto não me dói ter saído no portão
Pois foi assim que não subi as escadas e pus os pés no chão
Só a mente que corrompida foi pelo mundo e por mim mesma...

Eu vi... Você me viu...
Sina doentia
Ar nas alturas...
Fogo nas entranhas...
Vida tentando apagar a morte
por isso que feliz fico com o circo
E dele quero faezr parte
Para viajar pelo mundo e por mim mesma...

"Todo o tempo do mundo e o mundo todo se perdeu
Ficou só você e eu"

sexta-feira, 21 de maio de 2010

CACHORROS não falam. Logo, são os melhores AMIGOS do HOMEM...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A DANÇA DOS ANJOS

"Sou um ser com um sentimento morto
Um dia eu amo
No outro dia eu causo muita dor
Cuidado, meu amor
(...)
Na hora da dor você vai saber quem eu sou..."

"Vá embora" - Luciana Pestano

DANÇA DOS ANJOS

(Poema da anJO e da anJU)

Quando acordo
Teus olhos profundos miram-me
Quando durmo
Tuas asas brancas encobrem-me

Profundamente senti?
Mas no poço profundo você não chega...

Quando sonho
Dançamos e trocamos de quarto...
Quando soluço
A música toca para abafar meu sofrer

você é vivo?
Hoje a rua me atravessou...
Estou morta?

Profundamente vivi
Profundamente te olho

Pretendo mudar-me
Da nuvem cinzenta
Vôo para o algodão que me alimenta a alma...

Quero o Sol!
Cansei da Lua!

Paro o show
Com a minha rouca voz
Começo a dança
e olhares me fitam...

A louca!

Quem sou eu?

A rainha!

Maria da Glória ou Lucíola?

Sou anjo
Sou doce
Sou veneno
Sou encontro - desencontro
Sou amor e saudade
E o anjo azul rodeia-me
E rodopia seu vestido...

Quero a cor vermelha!
Vida - Morte
Olhar profundo

Danço eternamente
Tal como o amor
e o sexo dos anjos

Não quero mais causar dor...
Não foi para isso que vim...

...

Sexo dos anjos
Nunca vi os anjos fazerem sexo
Sempre participei
Mas também nunca fui um santo
Só um anjo de asas misturadas
Metade benevolência metade maldade
Arranquei as asas com rancor
Doeu-me o peso de amar
Voar para que se eu tenho a arte?
Prefiro colocar os pés nos chãos
Anjos e demônios?
Somos todos feitos iguais
Não?
Dois seres de uma mesma moeda
Dois seres que se repelem e por se repelir permanecem unidos
Afaste-me eu te desafio
Veja como tua mão não sai de mim
Sexo dos anjos
Um eterno vendaval

Agora venha vamos dançar
Me guie
Deixe-me te guiar
Seja o que eu não ouso ousar
Humano de mais
Até para me encarar

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Teus olhos de quem não quer
Procurar quem eu não sei.
Se um dia o amor vier
Olharás como eu olhei"
(Fernando Pessoa)


Percorri em meio à multidão...
E tu quem és, ó mascarado!?
Pois bem sabia, sofro em vão
A merecer esse coração apertado

Compraste um coração
De brinde ainda ganhaste rosas
Vendeste tua alma a um pagão
Erraste, pagaste em versos e prosas

De mim só tens o macabro olhar
Te abano, fujo, corro e me lavo...
Para ti não tenho mais o que provar

Vamos à festa? Ao baile de máscaras?
Te engano, pinto-me, visto-me por inteira...
E o coração aos prantos muda de rima...

E escolhe a tua rima
A tua máscara
Pega o barco
Vai para o inferno
Lhe deixa uma moeda
E encontra Beatriz!!


Mas o inferno de Dante não tem fim
Dias estou no paraíso
Me acordo e vejo o limbo
Atravesso a linha e no inferno estou...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Anjos azuis usam relógios?

Aii droga de relógio!!
Tirei-o da parede do meu quarto!!
Joguei-o às traças...
Ele era feito de pano...
Queimei-o com fósforos...
Várias cabeças queimando...
Furiosas... Vermelhas de raiva...
E os ponteiros enegreciam-se
Giravam numa constância assustadora...
Aff... de tudo adiantou?
De nada!!
é assim que respondo ao teu agradecimento
.
.
.
E o vestido azul da boneca girava à minha volta...
Não parava porque o tempo não parou...
Me rodeava porque o que se sente continuou...

Não dormi de novo.
Não acordei de novo.
Sinto de novo.
O que quero é novo?
O eterno retorno...
A eterna busca
O eterno perder-se
para poder viver!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma vez a outra...

Uma vez a outra me disse
que era pra ser que nem eu...
Uma vez parte do meu eu gritou:
-Segura-me enquanto eu vôo...
Vôo para os braços de alguém...
E aos brados o bardo me compõe um poema...
me canta um fado...
me toca como se eu fosse uma guitarra...
suavemente às vezes...
ferozmente quando loucos...
e viajo nas notas e no ritmo que imitam
meu coração...
Agora, o coração bate triste, desamparado e só
É que a música parou e o encanto se desfez...
Nessa hora me vi no espelho...
E a idiota estava lá...
Lúcida em meio à loucura...
Sem querer o que quer...
A palheta caiu no chão...
Ninguém viu...
Ninguem vai ver...

sábado, 8 de maio de 2010

As peripécias da minha amiga...

As peripécias de UMA amiga...
que finge que é bebê e dança livremente
e canta rasgando a sua garganta
e bate ferozmente até o fim do show...
......................................
Suas mechas clareiam o que nela há de mais belo...
Até sua voz se ilumina e invade a alma dos incomuns...
...
Quando perde a voz ela ganha um charme que a entristece...
De manhã, quando ela se recompõe, apenas suas pernas doem,
mas seu coração está intacto... guarda tudo até achar o travesseiro...
.......................................
Bonecas de porcelana estão a sua espreita...
Nela se atiram quando ela passa...
Pulam a sua volta...
Chamam-lhe a atenção...
.......................................
E ela desnorteada... corre para a moto...
E foge inconseqüentemente e grita:
E agora Vida?

Se banheiros falassem...

Se banheiros falassem
emoções transcenderiam dos azulejos...
sentimentos calados lá fora
ou aqui dentro,
se expandiriam e contaminariam todos plebeus
toda aquela e essa gente comum...
que veio a esse lugar para confraternizar.
Mas essa e aquela gente perdeu-se pelo corredor...
e seguiram os caminhos do labirinto...
magoando e magoando-se
alegrando e surpreendendo...
Há fotos coladas nos azulejos do banheiro...
E assim o reconheço como meu!

domingo, 2 de maio de 2010

Jacobina: a líder da revolta.


Em casa:

Jacobina vestiu o corselet preto.
Jacobina esquentou-se na banheira de espumas...
Jacobina despiu-se de rendas e ilusões...

Na minha frente:

Jacobina despiu-se e seguiu frente ao espelho...
Jacobina pediu ao seu homem mais um tempo...
Jacobina perdeu a cabeça, mas seu pescoço queria mais...

Em frente ao espelho:

Jacobina face rubra
Jacobina palidez corporal
Jacobina pretume sensual

Jacobina:

Tu és a líder da revolta
Ilusões se revoltam... partem para o plano da ação...
E tu, intimidada, não mostras a face...
Somente o corpo...
Porque sabes que este vence algumas lutas...

CAIO


Hey Caio!
Nem te conheço mas te compro!
Nem nos falamos mas te enceno!
Ricardo comeu pipoca contigo
Vocês estavam em meio aos livros...
Meu ilustre professor foi teu colega!!
Vocês estavam em meio aos incensos...
Lembras de mim?
Sou aquela do conto "Harriet"!
Aquela que recebe a carta...
E "vezenquando" me visto de anjo azul...
Eu sou aquela dos pés azuis quase roxos de dor...
Eu sou aquela que usou uma caríssima gravata como arma...
Tu és aquele que me pintou quase 7 vezes...
Na 7ª vez eu morri...
Mas não te esqueci...
Tua imagem de homem vivido me estranha...
e faz eu entranhar-me...
Tu preferes os homens, não é?
Então não vou mais te atordoar
com a minha volúpia...
com o rodopio do meu vestido vermelho e dourado...
Me desenha pela 7ª vez?
Agora sou anjo.. e me olhas confuso...
Vamos!!
Estou na praça em frente ao relógio e há 12 badaladas...
Venha e salve-me do fundo do poço!!
Venha e me traga um ovo frito apunhalado...
Gema mole por favor...

sábado, 1 de maio de 2010

Gêmeas

Uma rebelde diria:
-Minhas palavras não pertencem a ninguém!

Eu digo:
-Minhas palavras me possuem. Além disso, pertencem a alguém e a algo...

Sua mãe lhe grita:
-Estás sempre atrasada!

Minha mãe me diz:
-Serve mais bolo. E o café? Vai esfriar...

Seu amor a violenta:
-Vem com o teu corpo e deixa a tua mente na sala-de-estar!

Meu amor me diria:
-Não vem se não estás pronta...
-Tenho uma rosa e um poema pra te amar

A sereia e o Sr. Byron

"Não que eu ame menos o homem."
Entretanto, Sr. Byron, eu hei de concordar
Tantas noites mal dormidas
é porque há ondas que me afogam...
Mas então Sr. Byron?
Meu navio bateu contra os rochedos!!
E contra o homem estou...
Quero só as ondas para nelas viver...
Me alimento de algas
Meus pratos são coloridos
Contudo, o navio olhou para o farol...
Desculpou-se pelo barulho do motor que
acorda os corais que vibram arrepiados...
Mortos de medo do Sr. Byron que mora no alto do farol...
E Byron toca a sua música...
E ele faz a sereia acordar-se
E ela olha para o farol e questiona-se...
-Por que homem?? Por que continuas a quebrar navios
e a destruir meu lar??
-Enfeitiçado estás!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010



Meu destino é ser onça nesta selva?
Minha risada é inaudível neste momento?
hummm....
Não sabes me invadir a relva
A ti não cabe me fazer rir e tremer...
À 1h eu acordo...
é...
uma hora terei que me recordar...
e olhar para aquela que eternamente está no meu olhar...
espelho meu... existe alguém tão distante de mim quanto o meu eu?

domingo, 25 de abril de 2010

But wait, what do you see?


I'm a woman, I live in the mountains
And there's a witch who curses me everyday
Man, when I down a glass of wine
I'll forgive you
Man,
I'll forget you someday...

Now I sleep in a wine cellar
But there's no prince to save me... no way...
Man, I eat grapes and I drink red wine...
not cause I want...
Certainly you forgot me... and kissed the witch yesterday...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Soneto e canção do corpo e do amor

Soneto do corpo que nunca tive...

Olhos - Mãos - Boca

Quero os teus... para me cuidar quando atravesso a rua
Quero as tuas... para me sacudires quando para lua for
Quero a tua... para salivares amor e paixão dentro de mim...

Canção do amor que sempre quero...

Amizade - Desejo - Harmonia

Tenho a tua?
Palavras, gestos, que me acompanham até em minha solidão...
Tenho o teu?
Olhar que se transforma e lança fogo onde já há brasas...
Tenho a tua?
Já não me perco... Já não me acho...

No entanto, te tenho aqui...

......................................................

Acordei...

......................................................

Acordei?!?!?

domingo, 11 de abril de 2010

Ser mãe é acordar para a realidade e entrar no mundo dos sonhos

Acordaste para a realidade quando eu cheguei?
Já estavas acordada a me esperar?
Tua insônia foi curada?
Teu zanzar pela casa foi confundido com sonambulismo?
.....................................
Roupas novas compraste...
Cores escolhidas para alguém...
Tamanhos mínimos que te alegravam imensamente...
A velha rotina não teve tempo para a nostalgia...
...
O tempo em que dormia 8 horas por dia...
O tempo em que tuas células adiposas
não se proliferavam tão rapidamente
tal como o choro
tal como a fome
tal como a busca de atenção...
Tempo passado
....................................
A mãe que perdeu
A mãe que ganhou
Perdeu o amante brevemente
Ganhou o pai de seu filho
Ganhou o beijo enviado por mãozinhas
Perdeu a paciência diante do choro
Ganhou o brilho dos olhos pequeninos
Perdeu a hora do almoço
Ganhou pra sempre uma vida
Perdeu pra nunca mais voltar
a solidão...
................................
A mãe que balanceou...
e pensou no nunca que pode virar "às vezes"
É por isso que sei que a solidão te bate a porta
por vezes que por esta saio e volto e não volto
.................................
Ser mãe é acordar para a realidade...
É ter mais uma alma que te ampara na tua solidão
É ter mais um corpo que sobrevive por ti e para ti
...
Ser mãe é entrar no mundo dos sonhos...
Achar que para sempre aquele será um belo bebê
Esquecer que um dia caminharás sem meu apoio
Pensar que serás o Sol e a Lua de minha vida

.............................

Pra que ter medo do Jaguadarte ou "Jabberwocky"?
Se tenho a ti mãe...

domingo, 4 de abril de 2010

Vampires...

Vampiro meu
Doce e Azedo
Vampira tua
Amarga e Quente
...............................
Nas veias o que corre
é comum
Da boca o que discorre
são palavras de luxo...
Mas...
é do lixo teu sangue
que se imortaliza
até nosso combate...
E frente a frente
nos combatemos...
Numa caixa
nos fechamos
e nos desassossegamos
sem saber...
sem assumir...
sem querer sumir diante do próprio reflexo...
................................................
Vivo milênios pelas sombras...
Sou negra e meu reflexo me assombra...
Por isso,
Sumo!

Juras

Línguas de Lua
Juram-me amor eterno
Línguas de Sol
Esconjuram-me paixão
Eu juro nada
Pois de mim nada sei
Amanhã te amo
Depois me apaixono
Ontem te esqueço

Quem sou eu?

Quem sou eu?
Bendita
Maldita
Não dita
Abençoada pelo luar
Amaldiçoada pelas trevas
Não considerada pela luz solar
...............................
Sexta-feira da Paixão...
Abandonada pela razão...
Jogo-te pérolas
Te envolto de rendas
Pérolas se quebram...
Rolam pelo chão...
Voam para o céu enfileiradas...
E voltam para mim...
Mas não para meu pescoço...
Senão me enforcariam...
Tal como uma gravata...
Que não é de borboletas...
............................
Sou uma pagã.
Uma prometida à natureza.
Faço parte do inferno de Dante.
Sei lá... Sei lá...
Acho que nunca mais voltarei...
Uma de mim saiu pela janela...
Outra de mim se trancou no quarto...
....................................
Sou poeta
Sou desejo
Sou os 4 elementos e ainda mais
Sou grito escancarado
Sou suspiro imensamente contido
.....................................
E soluço...
Louca e Lúcida!!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Canção da penumbra

Deusa grega andróide que voa com Ísis
Índia dos lábios adocicados e pés no chão
Mulata dos olhos de Capitu que se requebra
Portuguesa suicida que me encanta com seu fado
Amor
Morte
Vida
Tempo
Tic
Tac
Tic
Tac
Me deixa olhar pro céu...
Incontáveis são as estrelas que de ti refletem...
Palpáveis são os girassóis que de ti florescem...
Amanhece e tu me amanheces...
Entardece e te perco em meio às outras...
Anoitece e agora só nos meus sonhos tu reluz...
Amanhece de novo...
Corro pro banheiro...
Fico feliz!
Me amanheces de novo...
Pois me olho no espelho...
Renascemos a cada tempo de amor, vida, morte e Tempo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Atualização de meuS serES

Atualizações de meus seres
Tais pedem sufocam
martirizam-se em frente ao espelho...
não aceitam o que outros amam
aceitam o que outros desdenham
nome: Vida
endereço: Ar
definição: espelho inconstante
nome: Morte
endereço: Fogo
definição: reflexo envolto em chamas
Filhos:6 anos de choro inaudível
Herança: Palavras que não voam... Sentimentos que se perderam...
Missão: atravessar a faixa de segurança olhando em frente, usando lentes de aumento...

não vejo todos meus e seus seres...
mas sou visualizada na penumbra em meio ao medo e ao desconhecido

circo palhaço leão
trapézio contorcionista domador

meu endereço meu ser meu sentir
minha forma minha ação meu medo atualizado

já não é mais o medo amanhã...

sábado, 20 de março de 2010

"o inesperado"

o inesperado
q é tão esperado pelos espectadores da vida.

falo baixo...
ando no salto!
choro nos corredores da vida...
e o horizonte se abre como uma cortina estampada!!
paixão que compulsiona o ser...
sua voz me traz me leva e traz!!!
rebelião de uma moça de longos cachos na minha frente
inexplicavelmente...
cais das estrelas e chegas ao me coração!!!!
Tens a melodia sensual que quase me queima...
e que me faz sentir aquela menininha...
A menina amarela...
A que quando sorri estampa algo inesperado
que sempre esperei
-o olhar
-o toque
-a doçura e a quentura
quer me alimentar as idéias e me faz vomitar
amor e paixão!!!!!!!!!!

domingo, 14 de março de 2010

MENINA FLOR E O VELHO DA MALETA

O homem e sua maleta que andavam pelas ruas
não se sabia qual era mais pesado
Ele com o peso da bebida...
ou a maleta com o peso dos destinos...
que destinos?
é um homem né? não seria apenas ujm destino?
pois é...
Mas ele guardava naquela maleta velha e marrom cheia de rasgos
Maleta que lhe servia de almofada, travesseiro e companhia...
Maleta que guardava sabe o quê?
Guardava destinos...
Um dia, ele caminhava em meio à multidão...
atordoado por escutar tantas vozes e tantos pensamentos...
"Como vou pagar minhas dívidas?"; "será que aposto na loteria essa semana?"; "Minha mulher vai me matar!"; "qual era o nome dela mesmo?"; "aii, não vai dar tempo de estudar pra prova de matemática...", "será que alguém me viu lá?"; "estou tão feliz... e ela está vindo em minha frente..."
Ele não tinha como responder a todos, era um pobre velho mulambento que não tinha a confiança daqueles...
Mas...
Ele... o Velho... o ignorado pela multidão... multidão envolta pelo vento das vaidades...
Ele tinha na maleta o destino daqueles e dos outros...
E a maleta se remexia... os destinos mudavam...
pessoas morriam... pessoas atortoavam os vivos e os mortos...
e ele disse àquela menimna que como umam flor encantada encantava quem era passível de sentir...
só para os raros ele dizia a verdade e o destino bom:
E a menina assustada estava com seu futuro... nem sabia do que se tratava... correu e se trancou no quarto... a avó e o avô lhe deram um livro, leram uma estória para acalmá-la... e ela dormiu e nem mais lembrou do velho da maleta... pensou ter sido um sonho quando escutou:
"Vai! Vai que teu caminho é longo..."

UM ELEMENTO...

Ao entrar nEla mergulho no meu inconsciente...
Por isso tanto medo de nEla entrar...
Por isso levou tempo para lá me sentir livre e sem medo...
Por isso os bebês se sentem tão à vontade nEla...
Porque eles não estão tão conscientes como tu estás de teus erros...
Eles nem sabem, mas Ela não os deixaria se afogarem...
porque seus pecados ainda não invadiram o mundo das idéias...
Ao me jogares nEla... me desespero... onde está meu chão?
Pra onde vou? Onde está meu ar?
Meu ar se confunde com Ela e quando quero respirar me afogo
me afogo numa confusão de idéias...
e só o fogo me salvaria... me aquecendo e secando minhas lágrimas...
Ela é Vida, mas sabe ser a Morte
Água maldita que me faz ver quem eu sou..
Água bendita que faz os seres secos esquecerem que não és apenas um complemento nas minhas refeições...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Olhar que me tempera

Me tempera com tua arte
Me invade com teu olhar
esquivei não encontrei tibuteei
Quero longas mechas para encobrir minhas vergonhas
Quero mais uma vez te mostrar quem é a santa de saia azul
Tal como um leão atacas a Lua
A Lua em fases
Naquela fase estava mas não estava
estavas onde que me perdesse?
Joaninhas na tela
voando para tua mente que pensa ferozmente em me matar
Para a praia retorno de mochila nas costas
fotos na minha memória que não acho não acho...
Me matas mas não morro em ti
Morro mas não matas a outra
a que é etérea e não precisa de um corpo
mas apenas de um pensamento louco e um corpo insano...
(...)
Não falei tudo que realmente queria...
Nem metade das sílabas foram soletradas...
Me soletraste como uma palavra longa...
Esuqcesse quem eu sou...
Sou apenas letras que formam o teu poder...
Sou apenas palavras que formam o que eu não sei
porque ainda não escreveste este conto sobre mim ainda
Quando começares nem saberei
Quando terminares saberei??

OLHAR

Não quero
Não te quero
Nunca te quis!!

De tanto negar...

Quero
Te quero
Sempre te quis??

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Não me reconheço

Sempre em minha mente
este gosto diferente
ao provar cada par de lábios
me estranho mais
e me entranho mais.
não me reconheço
diante destes e daqueles.
eu não estou em suas pupilas abertas com sangue
escorrendo...
estou em uma parte milésima
que te prende a este mundo
um pedaço de carne que purula por alma
agaichada escondo e exponho toda minha dor
nem o álcool... nem as chamas
entram neste pedacinho do céu...
habitat que existe por si só
eu que existo dependente de meus sonhos
sinas... sinos que embalam meu tempo com sinais de aguarde
esqueço... desisto...
busco... recordo...
te acordo
todavia
me deixas dormir
achas que sou anjo e te assustas...
não somos anjos... se fôssemos estaríamos juntos...
pregando o bem de porta em porta...
o bem que me fizeste e de um copo d'água transbordei
e pelo cipó me fui à mata te procurar e me abandonar...
depois que me abandonar me encontrarei...
assim sendo aprenderei uma nova língua rapidamente
e viverei feliz intensa e nova
mente
nos teus leves e fortes braços
na tua rosa e bela boca
no teu olhar que pede e me repele
no teu eu que me sente e me abandona
(...)
(...)
(0)
(8)
só me enxergo nos teus olhos espelhados
vêm e te enxerga nos meus olhos... vê tua lindeza!
continuarás na loucura
mas numa loucura acompanhada...
cerceada de sentir o que só no sonho a identidade mostra
e o
EGO
ALTER EGO
SUPER EGO
serão estudos breves
de um tempo breve e finito em sua unicidade,
pena que não infinito para todos seres da mãe de todos
...
()
()
...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Final insólito...

Num dia frio o calor me queima
Num dia frio as brasas e as chamas
Num dia infernal me chamas de modo frio
Num dia infernal Sócrates me ganha num jogo de cartas
Vivo num deserto... me habita inicialmente um fogo que se dissipa em gelo
Vivo num deserto... clamo por almas de oásis que em fumaças quentes revivem
E assim me solidifico e sou servida no teu copo de uísque... pedes duas de mim, mas...
A segunda já não sou eu é aquela... a que se derrete facilmente e irrita quem a bebe...
Findo na tua boca,aquela finda na tua boca,como findar onde eu quero? mais um pouco...

domingo, 17 de janeiro de 2010


Não uso relógios
Meu tempo já não me permite essa delicadeza
Minha delicadeza já não enfrenta o tempo
Francês Violão Natação
Amigos festas e o João
apontam cruelmente para o relógio olhando em minha direção.
Em um ângulo que faz o ponteiro se abrir em 180º
9:15
12:30
6:00
3:45
O tempo se faz linear.
Retrocessos e voltas mágicas somente com deja vu...
Às vezes tudo...
Às vezes nada...
Ainda dá
Ainda há tempo
Foge enquanto todos os relógios ainda não foram mortos e assassinados
Com requintes de esperança num tempo quem não vai voltar
Num tempo que não iremos alcançar
Não fica abalado
Não fica abalada
Te escrevo isso para viveres o presente
Às vezes fico à flor da pele e me esqueço
E me jogo num labirinto e me jogo num canto
Feito um cão prestes a morrer
Às vezes me acordo tão feliz que quero tudo agora
Neste presente infindável cheio de ponteiros
Dos quais me liberto seja manhã tarde ou noite
Quero viver em todos turnos
Contemplar
“Templar”
O tempo no meu lar
O tempo no meu corpo é linear
O tempo dos meus eus é feito uma máquina do tempo
Vôo para onde e quando e com quem quero
Só não escolhos as emoções e os sentimentos
Aii... e é disso que corro fujo desespero
Aii... e é para isso que corro e quero e me liberto

Fim dos Tempos


Fim dos tempos abalam minha consciência
Não me importo mais
E tiro fotos
E não ajudo o bebê que cai das alturas
E não me compadeço da mãe que gritA
Só quero um canto com meus amigos
Para que em mim e Para que em nós
Os pingos não caiam e recaiam
Machucando e cortando com o poder da água
O poder das nuvens
...Nuvens que era desenhos de minha infância...
Óculos para embaçar minha visão neste temporal por vir
Então terei minha realidade embaçada e embasbacada
de ver tantos atônitos e descrentes das conseqüências que merecem