És minha imperatriz
Minha pele
Meu asfalto
Cabelos vermelhos
Paradeiros de meu itinerário
Azar ou Sorte
Amar ou Morte
Sou um louco
Feiticeiro
Sorte de um amor tranqüilo?
Morte da poesia que grita a viver...
Azar é atacares meu desejo e não saber calá-lo
Amar é se abrir pra receber a vida...
Sentir a dor de nascer, chorar, entender, alucinar, temer, se perder...
Viver
Sofrer é viver
Encanto
Wednesday, December 2, 2009
Tuesday, November 10, 2009
Pedaços de uma maçã azul
A maçã que se alimenta emocionalmente, sentimentalmente e apaixonadamente pelo poema, pela voz e pelo ritmo do poema...
Essa moça maçã é inteira e é vermelha.
No momento, encontra-se azul...
Não inteiramente...
Mas em pedaços é azul...
É triste tal como o azul...
Tristeza suave que busca a paixão incontrolável
Escuto blues a fim de me afundar no azul...
E lá me afogo...
Notas musicais cortam meus dedos
Compositores me apagam de suas páginas incessantemente...
Cordas vocais vermelhas gritam e minha face se reprime em azul...
Sufoco me afogo no fogo da cor rubra
Me afogo sufoco na água da cor céu
Cor céu que se nubla
Cor água que chora
Cores que não se entendem
Elementos...
Ele mente
Mentor de cabeças
Mantém o desmando e o desmundo
Na floresta dos carros
Na floresta das maçãs podres
E rotas tal como tua mente que acha que mente
fruta que espelha encantamento
“menina, cuidado que mancha”
“come logo, senão tenho que jogar fora”
Roxinhos que marcam sua morte
E quando me machuco e roxa estou,
Estou morrendo ou apodrecendo?
“Mamãe, caí da bicicleta, ai ai ai... estou apodrecendo?”
“Não querida, estás amadurecendo!”
“A cada tombo minha maçazinha, aprendes e me ensinas a ser mãe”
És fruta da mãe e fruta da outra... fruta bela e rota sabes ser...
Todos Todas Te Tem Todos Todas Tu Tens
A Hora da Maçã.
Essa moça maçã é inteira e é vermelha.
No momento, encontra-se azul...
Não inteiramente...
Mas em pedaços é azul...
É triste tal como o azul...
Tristeza suave que busca a paixão incontrolável
Escuto blues a fim de me afundar no azul...
E lá me afogo...
Notas musicais cortam meus dedos
Compositores me apagam de suas páginas incessantemente...
Cordas vocais vermelhas gritam e minha face se reprime em azul...
Sufoco me afogo no fogo da cor rubra
Me afogo sufoco na água da cor céu
Cor céu que se nubla
Cor água que chora
Cores que não se entendem
Elementos...
Ele mente
Mentor de cabeças
Mantém o desmando e o desmundo
Na floresta dos carros
Na floresta das maçãs podres
E rotas tal como tua mente que acha que mente
fruta que espelha encantamento
“menina, cuidado que mancha”
“come logo, senão tenho que jogar fora”
Roxinhos que marcam sua morte
E quando me machuco e roxa estou,
Estou morrendo ou apodrecendo?
“Mamãe, caí da bicicleta, ai ai ai... estou apodrecendo?”
“Não querida, estás amadurecendo!”
“A cada tombo minha maçazinha, aprendes e me ensinas a ser mãe”
És fruta da mãe e fruta da outra... fruta bela e rota sabes ser...
Todos Todas Te Tem Todos Todas Tu Tens
A Hora da Maçã.
Friday, November 6, 2009
Até a lua morre...

Até a lua morre...
Minhas crateras se desintegrarão na sua frente...
E aí lembrarás...
“Por que não fui te visitar?”
Por milênios estive lá...
Talvez esse tenha sido o problema.
A solução pro meu sofrer é
te deixar sem noite...
te deixar só com as estrelas...
Me imortalizo em minha luz
Luz que demora pra te alcançar
Tão veloz lá
Tão lenta no teu coração
Eterno nem é a alma
Eterno muito menos é o corpo nu
Corpo morto alma que canta
Alma perdida corpo satisfeito
Gozo mortal
Sem sentir eterno
fragmentos de letras de música dos poETs
"Viver é simples, é só dizer sim pra sim e não pra não... se não souber diga talvez... Talvez a explicação não seja fácil de encontrar, deite no divã atrás da mente sã que Freud vai baixar... melhor seria tomar um banho de descarrego..." os poETs
"Dói até para nascer, dói até para ser, dói até pra crescer, dói até pra entender... eu já sofri e no entanto estou aqui..." os poETs
"Nadei o oceano...até o fim do ano pretendo te encontrar... amigo caranguejo, amigo tubarão, leva pra ela um beijo na ponta do arpão... apareceu uma sereia querendo se chegar... mas a sereia é meia eu te quero inteira quando chegar... acende a lua cheia champanhe na areia... espuma no mar... glorioso deus netuno..." os poETs
"Dói até para nascer, dói até para ser, dói até pra crescer, dói até pra entender... eu já sofri e no entanto estou aqui..." os poETs
"Nadei o oceano...até o fim do ano pretendo te encontrar... amigo caranguejo, amigo tubarão, leva pra ela um beijo na ponta do arpão... apareceu uma sereia querendo se chegar... mas a sereia é meia eu te quero inteira quando chegar... acende a lua cheia champanhe na areia... espuma no mar... glorioso deus netuno..." os poETs
Friday, October 23, 2009
Sem medida foi o tempo inigualável...
Sem medida foi o tempo inigualável, indefinível e intocável, porque está apenas envolto em minha mente. E de lá só voa... mas não se fixa em mais nenhum ambiente melancólico ou espaço alegre e cheio de cores.
No meu quarto, laranja é a cor das 2 paredes que se olham e se questionam. Por que tão vivas em cor e sorumbáticas em sentimento?
Me chamo Margarida.
Sou amarela.
Sou incrivelmente sentimental e sentimentalista.
Tribos percorrem minhas personas. Tupinambás, Guaranis, etc. São antropofágicas. Elas me comem. Comem meu pensamento... e meu sentimento...
Converso com um uruguaio que mora na Irlanda. Já te disse que estou em frente a esta caixa preta que colocou a máquina de escrever de meu bisavô no lixo?
Ele disse, (o uruguaio) que gosta do Machado de Assis.
- Poxa!! Estou tão animada!!
Eu sou trezentos... mas ele é duzentos e cinqüenta...
É singular a nossa cumplicidade mesmo antes do cara a cara, do corpo a corpo e do olho do búfalo me hipnotizando...
É tão bom conversar contigo Atahualpa... que belo nombre que me envolve nos sonhos caóticos e desejosos de feitiço que tenho...
Hoje conversei com Félix e quase te esqueci. Ele me apresentou a parte mais fria do mundo em minutos... Em iglus estávamos a divagar, pensando nos pingüins imperadores. Eles são como nós... tem a casca dura... difícil de tocar de verdade.
Mas aí depois conversei com o William, meu rei. Ele me coroa com suas flores... Saúda-me com seus versos britânicos... Nossos versos se entrelaçam e já não sei mais uma vez quem ou o que quero...
Por que me chamas pra conversar 2 vezes por dia?
Por que me chamas para te ver 3 vezes por dia?
Por que me desejas tantas vezes por minutos?
Ainda não nos beijamos. Aii... esse beijo é tal como a caixa de leite condensado que não provo todo dia... e quando lambisco me lambuzo e me alegro tal qual meu cachorro com a minha chegada...
Atahualpa: - Oi... tudo bem Margarida?
- Olá!! Tudo ótimo!
Atahualpa: - Vamos ver uma partida de tênis mais tarde?
- Humm...
Atahualpa: - Tu disse que gostas, por isso o convite!
Hum ta certo!! Vamos sim!! Mas na vdd quero ir pruma festa nesse findi, vamos?
Atahualpa: - Claro! Combinado então! Tênis logo logo e festa no sábado...
WOW!!
Atahualpa recitou-me um poema... era de Fernando Pessoa... Na verdade era de Álvaro de Campos... mais uma persona que invade o mundo das idéias... Ai, Atahualpa...
"Ai, Margarida,
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
(...)
Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia."
(POEMA DE FERNANDO PESSOA/álvaro de Campos)
Comunicado pelo Engenheiro Naval
Sr. Álvaro de Campos em estado
de inconsciência
alcoólica.
Atahualpa em mimese a Alvaro de Campos declamava a dita poesia campestre e melancólica...
Neste momento seu exatamente quem e o que quero...
Desejo apenas escutar metade dos teus versos..
A outra metade reinvento-a...
Na verdade, a reinventamos em conjunto, sentadas na floresta...
Leões à espreita... Hienas engolem o riso... Zebras nos admiram... Zebras têm sentimentos cruzados, sentimentos contraditórios lado a lado e que convivem bem...
O preto e o branco... o preto e o branco... Atahualpa lembrou de suas tribos... das canções que o embalavam ao sono... à melancolia... ao desejo...
(Conto ainda não acabado... nem sei se o acabarei um dia...)
No meu quarto, laranja é a cor das 2 paredes que se olham e se questionam. Por que tão vivas em cor e sorumbáticas em sentimento?
Me chamo Margarida.
Sou amarela.
Sou incrivelmente sentimental e sentimentalista.
Tribos percorrem minhas personas. Tupinambás, Guaranis, etc. São antropofágicas. Elas me comem. Comem meu pensamento... e meu sentimento...
Converso com um uruguaio que mora na Irlanda. Já te disse que estou em frente a esta caixa preta que colocou a máquina de escrever de meu bisavô no lixo?
Ele disse, (o uruguaio) que gosta do Machado de Assis.
- Poxa!! Estou tão animada!!
Eu sou trezentos... mas ele é duzentos e cinqüenta...
É singular a nossa cumplicidade mesmo antes do cara a cara, do corpo a corpo e do olho do búfalo me hipnotizando...
É tão bom conversar contigo Atahualpa... que belo nombre que me envolve nos sonhos caóticos e desejosos de feitiço que tenho...
Hoje conversei com Félix e quase te esqueci. Ele me apresentou a parte mais fria do mundo em minutos... Em iglus estávamos a divagar, pensando nos pingüins imperadores. Eles são como nós... tem a casca dura... difícil de tocar de verdade.
Mas aí depois conversei com o William, meu rei. Ele me coroa com suas flores... Saúda-me com seus versos britânicos... Nossos versos se entrelaçam e já não sei mais uma vez quem ou o que quero...
Por que me chamas pra conversar 2 vezes por dia?
Por que me chamas para te ver 3 vezes por dia?
Por que me desejas tantas vezes por minutos?
Ainda não nos beijamos. Aii... esse beijo é tal como a caixa de leite condensado que não provo todo dia... e quando lambisco me lambuzo e me alegro tal qual meu cachorro com a minha chegada...
Atahualpa: - Oi... tudo bem Margarida?
- Olá!! Tudo ótimo!
Atahualpa: - Vamos ver uma partida de tênis mais tarde?
- Humm...
Atahualpa: - Tu disse que gostas, por isso o convite!
Hum ta certo!! Vamos sim!! Mas na vdd quero ir pruma festa nesse findi, vamos?
Atahualpa: - Claro! Combinado então! Tênis logo logo e festa no sábado...
WOW!!
Atahualpa recitou-me um poema... era de Fernando Pessoa... Na verdade era de Álvaro de Campos... mais uma persona que invade o mundo das idéias... Ai, Atahualpa...
"Ai, Margarida,
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
(...)
Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia."
(POEMA DE FERNANDO PESSOA/álvaro de Campos)
Comunicado pelo Engenheiro Naval
Sr. Álvaro de Campos em estado
de inconsciência
alcoólica.
Atahualpa em mimese a Alvaro de Campos declamava a dita poesia campestre e melancólica...
Neste momento seu exatamente quem e o que quero...
Desejo apenas escutar metade dos teus versos..
A outra metade reinvento-a...
Na verdade, a reinventamos em conjunto, sentadas na floresta...
Leões à espreita... Hienas engolem o riso... Zebras nos admiram... Zebras têm sentimentos cruzados, sentimentos contraditórios lado a lado e que convivem bem...
O preto e o branco... o preto e o branco... Atahualpa lembrou de suas tribos... das canções que o embalavam ao sono... à melancolia... ao desejo...
(Conto ainda não acabado... nem sei se o acabarei um dia...)
Tuesday, October 20, 2009
(Desenho by Alisson: http://alissonaffonso.blogspot.com/)

Desenhos marcam rostos
Face to face to the mirror
Espelhos da alma?
Who is seen is who you are?
A arte de descrever
What is inside? Or...
O que é exteriorizado
Highlight what is better...
a partir do que somos em um momento
It's a point of view
É a cor que escolhes
And the smile that you decide to hide or...
O sorriso que fechado está no pensamento
Show!

Desenhos marcam rostos
Face to face to the mirror
Espelhos da alma?
Who is seen is who you are?
A arte de descrever
What is inside? Or...
O que é exteriorizado
Highlight what is better...
a partir do que somos em um momento
It's a point of view
É a cor que escolhes
And the smile that you decide to hide or...
O sorriso que fechado está no pensamento
Show!
Friday, October 16, 2009
A gota d’água
Essa foi a gota d’água!
Azar azar
Me leva pro mar
Sorte sorte
Coração pede corte.
Não quero a rima da gota,
Quero a água do pote!
Que água é essa?
Ela própria se define:
Pura?
Oriunda de lágrimas?
Potável?
Poluída?
A que mata a sede?
Da chuva?
Azul?
Verde?
De rio?
De lagoa... de mar... de piscina... Oceano...
Salgada?
Doce?
Amargurada?
Envenenada?
Suja?
Simplesmente H2O
Com gás? Me envenena!
Sem gás? Me entedia...
Cara? Me Poe a cara à tapa!
Barata? Sem preço?
Eu te ponho um preço!
Escassa...
Parte
Tal como um pingo é sozinha
Tal como um pingo partes para lá
E lá estás
E lá choras
E lá devoras
O quê?
.............
Cansei de gotas que se distraem com o apaixonável
Cansei de gotas individualistas que prezam apenas seu prazer
Cansei de gotas egoístas que se consideram únicas
Quero gotas que unidas sejam tal como Marx e se perguntem e façam
Quero gotas que não devorem o criador, mas sejam belas criaturas
Quero gotas as quais se desintegrem formando um balão
E deste balão voaremos pelo mundo
Gotas aladas
Gotas enlouquecidas
Após o teu não
!
Azar azar
Me leva pro mar
Sorte sorte
Coração pede corte.
Não quero a rima da gota,
Quero a água do pote!
Que água é essa?
Ela própria se define:
Pura?
Oriunda de lágrimas?
Potável?
Poluída?
A que mata a sede?
Da chuva?
Azul?
Verde?
De rio?
De lagoa... de mar... de piscina... Oceano...
Salgada?
Doce?
Amargurada?
Envenenada?
Suja?
Simplesmente H2O
Com gás? Me envenena!
Sem gás? Me entedia...
Cara? Me Poe a cara à tapa!
Barata? Sem preço?
Eu te ponho um preço!
Escassa...
Parte
Tal como um pingo é sozinha
Tal como um pingo partes para lá
E lá estás
E lá choras
E lá devoras
O quê?
.............
Cansei de gotas que se distraem com o apaixonável
Cansei de gotas individualistas que prezam apenas seu prazer
Cansei de gotas egoístas que se consideram únicas
Quero gotas que unidas sejam tal como Marx e se perguntem e façam
Quero gotas que não devorem o criador, mas sejam belas criaturas
Quero gotas as quais se desintegrem formando um balão
E deste balão voaremos pelo mundo
Gotas aladas
Gotas enlouquecidas
Após o teu não
!
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