As pedras que me fizeram tropeçar
Chovem agora sobre mim
Anáhata protege-se em seu
Em meu templo
E nela me refugio
A cada vez que chovem pedras
Nama-rupa,
Meu nome e minha forma
um dia se tornarão história,
mas não essência,
esta eu guardo e levarei comigo.
Meu estado de consciência
Confunde-se com a insanidade
na visão alheia.
O frio de minha alma rebelou-se
Olhou para bhástrika e vermelho
era o fogo em meu olhar
Gengibre em meus lábios
acordaram o meu coração
era Shiva
ser sem estar
a força de egrégora gerou-me
gerou-nos uma criança
chamada descontentamento
ela cresceu
procurou seu irmão perdido
e voltou a sorrir
Deixe a árvore da vida em ti florescer
Nunca esqueça que a chuva também lhe traz vida
Reze para que pedras em teu caminho apareçam
Para que não te percas em caminhos brilhantes,
embora tortuosos
sou a maçã lá no alto
onde cairei desta vez?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Butterflies
“Pessoas diferentes fazem-me pronunciar palavras diferentes.” As ondas(Virginia Woolf)
Busco algo que se metamorfoseia
Eus e sonhos e planos e pessoas
Tal como larvas
E quando viram borboletas
Mato-as
Eu só existo quando alguém ou algo
Me desperta para a vida
E as borboleta voam em direção à luz
Busco algo que se metamorfoseia
Eus e sonhos e planos e pessoas
Tal como larvas
E quando viram borboletas
Mato-as
Eu só existo quando alguém ou algo
Me desperta para a vida
E as borboleta voam em direção à luz
Quando as rosas batem à porta

Cada vez que as portas se abrem vejo cores
Portas escancaradas se deixaram ser assaltadas
Por elas entraram pessoas malditas e insanas
Portas trancafiadas se deixaram ser burladas
Por elas pé por pé entraram enganos e malícia
Portas abertas por São Pedro num dia de chuva:
Ele deixou-me entrar, pois tinha em mim:
A natureza viva
Meus olhos cor de fogo
Minha mente em ondas
Minha boca tal como uma rosa cor-de-rosa
E dela a esperança e a busca pelo que me é certo
desabrochava
Mas esse desabrochar espera cada pétala acordar...
As portas se abrem
As pétalas caem
O tempo passando e eu nem quero senti-lo
Por favor
terça-feira, 22 de junho de 2010
Dela Retrato

Este poema te representa na história
Tens a garganta presa, mas não chores...
Tens lágrimas que sonham enroladas
E umas as outras se encadeiam até
Teu mini super coração
Não quero tomar chá com Alice
O café é que abre minhas pupilas
Abro as janelas
Respiro o amor que se colore
E tal como ondas invade minhas narinas
Bom dia realidade solitária
Boa tarde sonhos meus
Boa noite alucinações
Cor
Traço
Linha e Gesto
Nós nos beijamos no espelho
Cada vez mais consciente
Cada vez mais presente em si mesma
Olhou-se
Disse boa noite
Sentiu o gosto de seu reflexo
Em si adormeceu
Com as mãos cravadas em pedras pré-históricas
E coitada
Acorda lúcida neste mundo
Logo enlouquece
Quem te disse que eu amo ninguém?
Eu amo um certo alguém
Uma certa criatura que me faz delirar
Uma certa criatura que me faz duvidar
Me faz coçar o queixo e te amaldiçoar
com meu anel de pedra brilhante
Meu reflexo é vermelho
Meu perfil respira amor
Meu amor exala chamas de meu ser
Minhas lágrimas se revoltam
E voltam de seu mundo peroladas
Ao encontro de meu pescoço que exala
O perfume doce de meu ser
Mas que também transpira
O doce sangue que te aguça as presas
Assim afias as tuas garras e as encolhe
Mas nunca me terás
Acho que não
O encontro do eu com o espelho
É como uma linha tênue que se quebra
Mas que também tem a força de uma corda
E assim é o meu ser
Respira amor
Ama ninguém
Ama a si mesmo
E nunca se encontra
Só intensamente
Só enlouquecidamente
Só lucidamente
Eu amo um certo alguém
Uma certa criatura que me faz delirar
Uma certa criatura que me faz duvidar
Me faz coçar o queixo e te amaldiçoar
com meu anel de pedra brilhante
Meu reflexo é vermelho
Meu perfil respira amor
Meu amor exala chamas de meu ser
Minhas lágrimas se revoltam
E voltam de seu mundo peroladas
Ao encontro de meu pescoço que exala
O perfume doce de meu ser
Mas que também transpira
O doce sangue que te aguça as presas
Assim afias as tuas garras e as encolhe
Mas nunca me terás
Acho que não
O encontro do eu com o espelho
É como uma linha tênue que se quebra
Mas que também tem a força de uma corda
E assim é o meu ser
Respira amor
Ama ninguém
Ama a si mesmo
E nunca se encontra
Só intensamente
Só enlouquecidamente
Só lucidamente
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2º Poema feito para o desenho acima
Personas are all over...
Personas are all over...
Some personas are unforgettable...
Pessoas inesquecíveis são aquelas
As que dialogam entre si
As que se contam e recontam seus sonhos
Por que não vejo o amor?
Por que o amor não tem cor?
O vidro embaça, logo respiro
A lua é branca, logo não tem amor
Some personas are unforgettable...
Pessoas inesquecíveis são aquelas
As que dialogam entre si
As que se contam e recontam seus sonhos
Por que não vejo o amor?
Por que o amor não tem cor?
O vidro embaça, logo respiro
A lua é branca, logo não tem amor
segunda-feira, 21 de junho de 2010
The only exception
“Mas eu não tenho medo nem do calor do Sol nem do gelo do
Inverno.” As ondas (p. 12)
Desculpa-me
Mas não pedi licença
Sou assim mesmo...
Meus olhos
Que viam outros mundos
Minhas mãos que esperam
A veludez do bem querer
Minha boca
Com palavras abençoadas...
Não posso, mas imagino
Um dia o eclipse se dá
E ao final
Quem possuía a cegueira branca
Verá reticências
E as os dias serão mais belos
E as noites serão mais quentes
E os olhares mais sorridentes
E a boca já não tão falsa
Consigo mesma.
Amor inflamável
Nesse mundo pequeno
Um milagre
No reino divino e temeroso...
Inverno.” As ondas (p. 12)
Desculpa-me
Mas não pedi licença
Sou assim mesmo...
Meus olhos
Que viam outros mundos
Minhas mãos que esperam
A veludez do bem querer
Minha boca
Com palavras abençoadas...
Não posso, mas imagino
Um dia o eclipse se dá
E ao final
Quem possuía a cegueira branca
Verá reticências
E as os dias serão mais belos
E as noites serão mais quentes
E os olhares mais sorridentes
E a boca já não tão falsa
Consigo mesma.
Amor inflamável
Nesse mundo pequeno
Um milagre
No reino divino e temeroso...
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