Nada de pedir licença .
Reconheço teu ritmo e teus sons
As rimas inebriadas
As rimas opacas
As rimas abertas
Lúcidas
Lúcidas
Cá estamos
Pra quê palavras?
Nebulosamente nós
Atam cinta liga vermelha e preto
Sorriso no palco da vida e na sede das mentes inquietas
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Cilada
Meu gosto ácido de mulher moderna neutraliza até então a doçura da menina tão distante
Até então, até a paz vir ao meu encontro sem eu nem pedir, sem eu nem ter tempo de imaginar...
Beijo doce que fugiu e me fez voltar a ser doce
Por quê?
Eu, tubarão, em momento de ataque
Tu,, em momento de fuga
Nem tive tempo de apreciar tua coroa
Podes ficar submersa por 20 minutos no mar
Eu, posso ficar mais e mais tempo submersa em mim
Pra depois te reencontrar
Numa cilada
Cilada de desejo bom
Ácida
E
Doce
Até então, até a paz vir ao meu encontro sem eu nem pedir, sem eu nem ter tempo de imaginar...
Beijo doce que fugiu e me fez voltar a ser doce
Por quê?
Eu, tubarão, em momento de ataque
Tu,, em momento de fuga
Nem tive tempo de apreciar tua coroa
Podes ficar submersa por 20 minutos no mar
Eu, posso ficar mais e mais tempo submersa em mim
Pra depois te reencontrar
Numa cilada
Cilada de desejo bom
Ácida
E
Doce
quarta-feira, 9 de março de 2011
Dias das mulheres
A liberdade vem assim sem avisar
Sua melodia pode ser serena
Encantadora para os ouvidos
Sua melodia pode te auto-descentralizar
Encantadora para os ouvidos
Quem disse que encanto é sempre bom?
Quem disse que há um manual para com ele lidar?
Fogos de artifício pra te prestigiar
Fogos de incêndio para viva te queimar
Queimar teu corpo
Inalar a essência da tua alma
Alma cinza, quase preta, mas nunca branca
mal-cheirosa, até me confundo com o enxofre de Nosferatus
Garfo colher e faca
Casa chão e teto
Janela rua você
Imagens Palavras
Tuas armas
Te desarma de teus vícios
E depois te arma com amor e guerra
Lembra que crias o mundo e que o homem também dele faz parte, não és a única, não és melhor, és diferente e igual.
Sua melodia pode ser serena
Encantadora para os ouvidos
Sua melodia pode te auto-descentralizar
Encantadora para os ouvidos
Quem disse que encanto é sempre bom?
Quem disse que há um manual para com ele lidar?
Fogos de artifício pra te prestigiar
Fogos de incêndio para viva te queimar
Queimar teu corpo
Inalar a essência da tua alma
Alma cinza, quase preta, mas nunca branca
mal-cheirosa, até me confundo com o enxofre de Nosferatus
Garfo colher e faca
Casa chão e teto
Janela rua você
Imagens Palavras
Tuas armas
Te desarma de teus vícios
E depois te arma com amor e guerra
Lembra que crias o mundo e que o homem também dele faz parte, não és a única, não és melhor, és diferente e igual.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O caçador e a caça
Era uma mulher negra sentada em seu sofá verde. Mas eu só enxergava a porta branca e aquele seu batom vermelho. Eu, branca como a neve, mas pensava como escrava.
“Nunca mais quero ver essa sua cara branca” – ela sussurou cheia de opinião.
“Eu só queria ser livre” – eu revidei.
Diariamente, o sofá verde era decorado pela mulher negra. Diziam que o batom vermelho a realçava. Eu não sei de nada. Nunca a vi por inteiro, apenas via o vermelho.
De manhã, o trabalho me consumia. Mas as tardes e as noites... essas eu que consumia ao observá-la.
Tentei-a.
Decidi-me a tentá-la.
Até um dia em que o sofá verde ganhou um cobertor vermelho. Um cobertor que decorava-o, mas eu não podia nele sentar, pois minhas mãos já estavam sujas de sangue, minha mente já estava inundada de lágrimas de sangue. Lágrimas de raiva, pois seu sangue havia contaminado a minha posse.
E o sofá agora é meu
“Nunca mais quero ver essa sua cara branca” – ela sussurou cheia de opinião.
“Eu só queria ser livre” – eu revidei.
Diariamente, o sofá verde era decorado pela mulher negra. Diziam que o batom vermelho a realçava. Eu não sei de nada. Nunca a vi por inteiro, apenas via o vermelho.
De manhã, o trabalho me consumia. Mas as tardes e as noites... essas eu que consumia ao observá-la.
Tentei-a.
Decidi-me a tentá-la.
Até um dia em que o sofá verde ganhou um cobertor vermelho. Um cobertor que decorava-o, mas eu não podia nele sentar, pois minhas mãos já estavam sujas de sangue, minha mente já estava inundada de lágrimas de sangue. Lágrimas de raiva, pois seu sangue havia contaminado a minha posse.
E o sofá agora é meu
Marcadores:
um dos poucos mini-contos que escrevi
PESADELO
Pesadelo
Te chamo ou não te chamo
Espero
Aguardo
Te aceno
Finges não me olhar
Penso em desistir mesmo quando com esperança te chamo
Então tu vens
Mas quando vens
Eu não quero mais
Mania de decidir sem pensar
Teu taxi virou
Virou para direita
E bateu várias vezes na estrada
Estavas em pedaços
Pedaços unidos separados destroçados...
Te chamo ou não te chamo
Espero
Aguardo
Te aceno
Finges não me olhar
Penso em desistir mesmo quando com esperança te chamo
Então tu vens
Mas quando vens
Eu não quero mais
Mania de decidir sem pensar
Teu taxi virou
Virou para direita
E bateu várias vezes na estrada
Estavas em pedaços
Pedaços unidos separados destroçados...
FAROL AUTOMATIZADO
Não sou um farol automatizado
Tenho um vigia
E a ele pertenço
Moro no chalé nº 1
Na praia com cavalos
Na caixa com brinquedos
Sou um boneco com voz
Olhe pra trás de você
E verá a si mesmo
E verá
um volume pronto
O primeiro volume,
pronto,
mas perdido no mar.
E não está dentro de uma garrafa
E não será achado pelo que te chama:
Vem!
Tenho um vigia
E a ele pertenço
Moro no chalé nº 1
Na praia com cavalos
Na caixa com brinquedos
Sou um boneco com voz
Olhe pra trás de você
E verá a si mesmo
E verá
um volume pronto
O primeiro volume,
pronto,
mas perdido no mar.
E não está dentro de uma garrafa
E não será achado pelo que te chama:
Vem!
domingo, 23 de janeiro de 2011
São os teus olhos inquietos que te denunciam
Tua essência estocada dentro de si pronta pra se espalhar
Quando deseja o bem deseja sempre mais
E é esse desejo de sei lá o que, é que a define.
Menina intensa
Mulher inquieta
A dúvida é que a faz girar tanto em torno dos que ama
Que até se abandona.
Ame
Mas te ame ainda mais
E te odeie, diante das fraquezas e das forças que abominas
Quero citar defeito: quando tu te abandonas de forma egoísta
Quero citar qualidade: quando tu te abandonas pra se reencontrar
Defeito e qualidade
Palavras tão opostas mesmo quando pronunciadas
Mas unidas dentro de ti pra te formarem e reformarem e te revolucionarem assim:
Tua essência estocada dentro de si pronta pra se espalhar
Quando deseja o bem deseja sempre mais
E é esse desejo de sei lá o que, é que a define.
Menina intensa
Mulher inquieta
A dúvida é que a faz girar tanto em torno dos que ama
Que até se abandona.
Ame
Mas te ame ainda mais
E te odeie, diante das fraquezas e das forças que abominas
Quero citar defeito: quando tu te abandonas de forma egoísta
Quero citar qualidade: quando tu te abandonas pra se reencontrar
Defeito e qualidade
Palavras tão opostas mesmo quando pronunciadas
Mas unidas dentro de ti pra te formarem e reformarem e te revolucionarem assim:
Assinar:
Postagens (Atom)