Mordida de cachorro dói mais ainda
Porque sabemos que é algo vivo que nos morde
Algo vivo que quer nos reanimar através da intensa dor
Dói porque rasga a carne... vejo as entranhas estranhando-se
Elas que convivem mas sofrem com a convivência alheia...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Presente inexistível
Não é porque é passado que a beleza passou
O belo não está circundado pelo tempo
Pensa num ente querido que se foi
É uma pessoa do passado
Não é mais uma pessoa bela, graciosa e com valores que ainda carregas?
Pois é...
E é do passado
E é belo
A eternidade de um olhar
O eterno da palavra
Meus valores são valores do passado presente e futuro
O tempo não existe, é abstrato, incontável...
O ser humano em seu desespero criou meu relógio
Me deu horas pra viver
Horas pra dormir, amar, ler, escrever, calcular, mas não pra acordar
Estão todos dormindo
Estão todos adormecidos
Regidos pelo Tempo que não existe
Até riria muito deles... senão estivesse regida por este diabo e deus
E erro porque quero
Não por causa de Dionísio ou Afrodite ou Hera ou Pandora ou Apolo ou Diana
Diana é a Lua
Irmã de Apolo
Nunca se encontrarão
E isto é verdade eterna?
E te pergunto... tu desdenha o passado?
Tenho um eu lá e um outro-eu cá
Que nunca se enxergam
O espelho não adianta
É apenas um reflexo de quem não posso ver a olho nu
Quem me vê diz o que vê?
Eu me me vejo mas não enxergo
Antes me olhavas, agora me observarás?
Presente
O belo não está circundado pelo tempo
Pensa num ente querido que se foi
É uma pessoa do passado
Não é mais uma pessoa bela, graciosa e com valores que ainda carregas?
Pois é...
E é do passado
E é belo
A eternidade de um olhar
O eterno da palavra
Meus valores são valores do passado presente e futuro
O tempo não existe, é abstrato, incontável...
O ser humano em seu desespero criou meu relógio
Me deu horas pra viver
Horas pra dormir, amar, ler, escrever, calcular, mas não pra acordar
Estão todos dormindo
Estão todos adormecidos
Regidos pelo Tempo que não existe
Até riria muito deles... senão estivesse regida por este diabo e deus
E erro porque quero
Não por causa de Dionísio ou Afrodite ou Hera ou Pandora ou Apolo ou Diana
Diana é a Lua
Irmã de Apolo
Nunca se encontrarão
E isto é verdade eterna?
E te pergunto... tu desdenha o passado?
Tenho um eu lá e um outro-eu cá
Que nunca se enxergam
O espelho não adianta
É apenas um reflexo de quem não posso ver a olho nu
Quem me vê diz o que vê?
Eu me me vejo mas não enxergo
Antes me olhavas, agora me observarás?
Presente
Divisórias que me perturbam...
Não é uma pedra que me divide
Não é nuvem que me encobre
Procurei o vapor
Achei-o
Achei que o achei
Cá perdida estou
A pedra que separa o mar da terra
Desapareceu com o dilúvio...
Todos e Todas que me habitavam
Tal como nuvens evaporaram-se...
E eu... criança...
A ver anjos e demônios nas nuvens
Amedronto-me de mim mesma
Pavor de ser esta e aquela
“There are tears in my eyes”
Não é nuvem que me encobre
Procurei o vapor
Achei-o
Achei que o achei
Cá perdida estou
A pedra que separa o mar da terra
Desapareceu com o dilúvio...
Todos e Todas que me habitavam
Tal como nuvens evaporaram-se...
E eu... criança...
A ver anjos e demônios nas nuvens
Amedronto-me de mim mesma
Pavor de ser esta e aquela
“There are tears in my eyes”
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Encanto
És minha imperatriz
Minha pele
Meu asfalto
Cabelos vermelhos
Paradeiros de meu itinerário
Azar ou Sorte
Amar ou Morte
Sou um louco
Feiticeiro
Sorte de um amor tranqüilo?
Morte da poesia que grita a viver...
Azar é atacares meu desejo e não saber calá-lo
Amar é se abrir pra receber a vida...
Sentir a dor de nascer, chorar, entender, alucinar, temer, se perder...
Viver
Sofrer é viver
Encanto
Minha pele
Meu asfalto
Cabelos vermelhos
Paradeiros de meu itinerário
Azar ou Sorte
Amar ou Morte
Sou um louco
Feiticeiro
Sorte de um amor tranqüilo?
Morte da poesia que grita a viver...
Azar é atacares meu desejo e não saber calá-lo
Amar é se abrir pra receber a vida...
Sentir a dor de nascer, chorar, entender, alucinar, temer, se perder...
Viver
Sofrer é viver
Encanto
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Pedaços de uma maçã azul
A maçã que se alimenta emocionalmente, sentimentalmente e apaixonadamente pelo poema, pela voz e pelo ritmo do poema...
Essa moça maçã é inteira e é vermelha.
No momento, encontra-se azul...
Não inteiramente...
Mas em pedaços é azul...
É triste tal como o azul...
Tristeza suave que busca a paixão incontrolável
Escuto blues a fim de me afundar no azul...
E lá me afogo...
Notas musicais cortam meus dedos
Compositores me apagam de suas páginas incessantemente...
Cordas vocais vermelhas gritam e minha face se reprime em azul...
Sufoco me afogo no fogo da cor rubra
Me afogo sufoco na água da cor céu
Cor céu que se nubla
Cor água que chora
Cores que não se entendem
Elementos...
Ele mente
Mentor de cabeças
Mantém o desmando e o desmundo
Na floresta dos carros
Na floresta das maçãs podres
E rotas tal como tua mente que acha que mente
fruta que espelha encantamento
“menina, cuidado que mancha”
“come logo, senão tenho que jogar fora”
Roxinhos que marcam sua morte
E quando me machuco e roxa estou,
Estou morrendo ou apodrecendo?
“Mamãe, caí da bicicleta, ai ai ai... estou apodrecendo?”
“Não querida, estás amadurecendo!”
“A cada tombo minha maçazinha, aprendes e me ensinas a ser mãe”
És fruta da mãe e fruta da outra... fruta bela e rota sabes ser...
Todos Todas Te Tem Todos Todas Tu Tens
A Hora da Maçã.
Essa moça maçã é inteira e é vermelha.
No momento, encontra-se azul...
Não inteiramente...
Mas em pedaços é azul...
É triste tal como o azul...
Tristeza suave que busca a paixão incontrolável
Escuto blues a fim de me afundar no azul...
E lá me afogo...
Notas musicais cortam meus dedos
Compositores me apagam de suas páginas incessantemente...
Cordas vocais vermelhas gritam e minha face se reprime em azul...
Sufoco me afogo no fogo da cor rubra
Me afogo sufoco na água da cor céu
Cor céu que se nubla
Cor água que chora
Cores que não se entendem
Elementos...
Ele mente
Mentor de cabeças
Mantém o desmando e o desmundo
Na floresta dos carros
Na floresta das maçãs podres
E rotas tal como tua mente que acha que mente
fruta que espelha encantamento
“menina, cuidado que mancha”
“come logo, senão tenho que jogar fora”
Roxinhos que marcam sua morte
E quando me machuco e roxa estou,
Estou morrendo ou apodrecendo?
“Mamãe, caí da bicicleta, ai ai ai... estou apodrecendo?”
“Não querida, estás amadurecendo!”
“A cada tombo minha maçazinha, aprendes e me ensinas a ser mãe”
És fruta da mãe e fruta da outra... fruta bela e rota sabes ser...
Todos Todas Te Tem Todos Todas Tu Tens
A Hora da Maçã.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Até a lua morre...

Até a lua morre...
Minhas crateras se desintegrarão na sua frente...
E aí lembrarás...
“Por que não fui te visitar?”
Por milênios estive lá...
Talvez esse tenha sido o problema.
A solução pro meu sofrer é
te deixar sem noite...
te deixar só com as estrelas...
Me imortalizo em minha luz
Luz que demora pra te alcançar
Tão veloz lá
Tão lenta no teu coração
Eterno nem é a alma
Eterno muito menos é o corpo nu
Corpo morto alma que canta
Alma perdida corpo satisfeito
Gozo mortal
Sem sentir eterno
fragmentos de letras de música dos poETs
"Viver é simples, é só dizer sim pra sim e não pra não... se não souber diga talvez... Talvez a explicação não seja fácil de encontrar, deite no divã atrás da mente sã que Freud vai baixar... melhor seria tomar um banho de descarrego..." os poETs
"Dói até para nascer, dói até para ser, dói até pra crescer, dói até pra entender... eu já sofri e no entanto estou aqui..." os poETs
"Nadei o oceano...até o fim do ano pretendo te encontrar... amigo caranguejo, amigo tubarão, leva pra ela um beijo na ponta do arpão... apareceu uma sereia querendo se chegar... mas a sereia é meia eu te quero inteira quando chegar... acende a lua cheia champanhe na areia... espuma no mar... glorioso deus netuno..." os poETs
"Dói até para nascer, dói até para ser, dói até pra crescer, dói até pra entender... eu já sofri e no entanto estou aqui..." os poETs
"Nadei o oceano...até o fim do ano pretendo te encontrar... amigo caranguejo, amigo tubarão, leva pra ela um beijo na ponta do arpão... apareceu uma sereia querendo se chegar... mas a sereia é meia eu te quero inteira quando chegar... acende a lua cheia champanhe na areia... espuma no mar... glorioso deus netuno..." os poETs
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